Em construção...
E-book
Retalhos da minha vida
Autsil
Retalhos da minha vida
INTRODUÇÃO
É pretensão do autor, com a narração e relatos autobiográficos, comunicar e denunciar, o crime social.
Não se trata de invenção e toda a realidade descrita é verdadeira, salvo qualquer discrepãncia temporal cronológica dos acontecimentos.
O autor utilisa o nome de autsil como pseudónimo estes últimos dez anos.
Alguns dos seus desabafos, em retalhos, encontram-se mesmo perdidos nas redes sociais web.
Existe uma força vital vinda do meu interior que se exprime numa luta incessante contra a natureza vilana do homem de todos os dias. As estruturas sociais que se pretendem moralisadoras ora que cheias de hipocrisia regem-se por nefastas imperfeições.
Os caminhos têm sido tortuosos e cheios de ciladas, onde a própria justiça se apresenta
de olhos vendados e hipócrita, direi antes que os próprios "juizeos" preferem fechar os olhos à verdade e seguir as suas pérfidas, néscias e repugnantes torpezas.
Pretende igualmente o autor encontrar testemunhos perdidos algures nas redes sociais e divulgá-los na íntegra em Site para salvaguarda da sua integridade.
A justiça dos homens é podre.
Por isso MEA CULPA... e para a sociedade que, alguém diria, terá os criminosos que merece.
Capítulo l I
- Autor de um só livro
Meu DEUS -
Meu pai minha mãe que me destes o ser, obrigado.
Confesso a heresia do meu carácter que muitas vezes teria amaldiçoado a hora da vinda a este mundo.
Desde longa data, dos tempos de minha adolescência que me sinto atraido pelo desbravar dos retalhos da minha própria vida sem saber porquê um tal chamamento.
E ainda hoje não sei mas o que sei é que esperei demais sim por uma resposta... um sinal que chegasse talvez do ALTO que justificasse um tal desejo incompreensível de um tal e obstinado chamamento.
Não, não me achei digno de tal, impossibilitado do dom da pluma que requer o artifício da palavra, esse dom que é requesito dos grandes entre os maiores.
Dangers de justice
6
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Contre justice dépassée
C’est une invitation à tous ceux, qui, dans leur douleur, se cachent du monde qui les entoure :C’est une invitation à la dénonciation.
L’homme abusé reste encore TABOU, parce qu’il est victime également du silence … La société est encore loin de cerner le problème…
En vérité, cette opération représente, dans un premier temps une Marche Blanche virtuelle, pour montrer à la société ce qu’elle ignore. Dans un deuxième temps elle voudrait, en signe de souffrance et d’espérance, réunir un MAXIMUM de victimes aux visages couverts pour cacher leur douleur :
Je veux vivre sans me cacher,
Je veux guérir,
Je veux être comme tout le monde, parce que dans mon entourage je ne suis pas MOI.
Ainsi je voudrais que tous me suivent pour que libération vienne.
J’aimerais que justice soit faite !!!
Le mentor porte encore le masque du silence. Il invite au développement de cette OPERATION… il t’invite, victime, à briser :
Les chaînes de la honte
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- il y a 1974 days ago : ******** romain de choisy france
- il y a 2105 days ago : ******** Antonio de Lonay Suisse
À propos
A l'attention de :
homme abusé Auteur
Lopes Antonio
ch.du Motty 8
1027 Lonay Suisse
0796797660 Website : http://www.operation-homme-abuse.ch/Date de début :03/03/2012
homme abusé Auteur
Lopes Antonio
ch.du Motty 8
1027 Lonay Suisse
0796797660 Website : http://www.operation-homme-abuse.ch/Date de début :03/03/2012
Date de fin :03/03/2013
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Pour toute question à son propos, veuillez contacter l'auteur de la pétition concernée via le lien mis à votre disposition dans la colonne de droite des pétitions.
Si vous avez des questions sur le site : Contactez nous.
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fartabrutostop.blogspot.ch/?m=1
- Autsil - traições contínuas
É a minha história.
Uma história cujo sinal tardou...o sinal que me obrigaria a agir. Mas a fraqueza vil que me tem fustigado ao silêncio não soube interpretar. Não devo renunciar. As forças vão-me abandonando inexorávelmente,
do mesmo modo a memória me vai traindo igualmente.
Uma história cujo sinal tardou...o sinal que me obrigaria a agir. Mas a fraqueza vil que me tem fustigado ao silêncio não soube interpretar. Não devo renunciar. As forças vão-me abandonando inexorávelmente,
do mesmo modo a memória me vai traindo igualmente.
Uma das últimas traições generadas e a mais terrível me envia ao hospital de Morges, antes de uma terapia química em seis sessões.
Acreditei que minha médica me curaria de males de estômago que se haviam arrastando com dores agudas que se repetiam em espasmos espaçadamente por segundos e isto durante dois anos. As dores iam e vinham e um dia achei que algo se tramava no meu próprio corpo alertando talvez os meus sentidos premonitórios que eu sabia existirem. Várias consultas, entre as do control de diabete cada seis meses e um exame ao estômago para detecção bacteorológica
As consultas se sucediam e a receita de prantanozol para a acidez do estômago.
Acreditei que minha médica me curaria de males de estômago que se haviam arrastando com dores agudas que se repetiam em espasmos espaçadamente por segundos e isto durante dois anos. As dores iam e vinham e um dia achei que algo se tramava no meu próprio corpo alertando talvez os meus sentidos premonitórios que eu sabia existirem. Várias consultas, entre as do control de diabete cada seis meses e um exame ao estômago para detecção bacteorológica
As consultas se sucediam e a receita de prantanozol para a acidez do estômago.
Meses antes da revelação da anemia queixo-me do estômago e de dores atrozes, adianto mesmo a possibilidade de uma úlcera o que fora de imediato desaprovado. O meu próprio diagnóstico tê-la-ia vexado? Foram duas semanas de ausência ao trabalho e a minha doutora não acorda. Apenas me diz que havia já feito exame ao estômago retorqui que não e que não suportava a mão em cima do estômago. A doutora deveria conhecer melhor o meu dossier médical e as suas anotações médicas, mas a verdade é que não estava a par dos meus contrôles. Considero tal extremamente grave. Pois o meu estômago poderia ser salvo.
Algum tempo depois e quando do controlo de rotina do meu diabete e análise do meu sangue a senhora inquieta-se por insuficiência de glóbulos vermelhos. Mandou-me parar com a aspirina cardio. Estava a sofrer de uma anemia e já há bastante tempo que durava pois o meu cansaço era notório.
Em consequência e por falta de ferro passo a levar transfuzões de ferro e então já no tarde são feitos os controlos e claro o contrôlo que eu havia sugerido antes. Sabendo dos resultados vindos do hospital me transmete que tinha um câncer maligno no estômago como se nada fosse com ela. Pelo telefone, quando da notícia, faço-lhe bem sentir o erro em que persistiu acusando-a de negligência ou mau trabalho, pois quisera assim enviar-me à morgue. Agora não se recusou a a mandar fazer exames mas os dois logo de seguida ao estômago e ao colon efectuadas no hospital. Prestes ao sono profundo da anestesia digo bem alto aos médicos que o meu mal era no estômago.
A notícia não tardou. Minha vida iria transformar-se de um minuto para o outro quando o chefe de serviço de oncologia me visita após ter acordado, e me faz parte de uma novidade inquietante no estômago.
(Foi este o sinal que nunca julguei tornar-se fatídico, e no entanto alguns outros me haviam já fustigado perigosamente. O tempo foi passando assim e com ele a ideia de que.... Os sinais não eram os bons).
Em consulta minha médica se desculpara dizendo que em toda a sua carreira professional nunca tivera um caso de câncer no estômago, com este palavreado pretende assim elibar-se de um erro médico de todo o tamanho. Quer dizer abstraiu-se de todo o contrôlo assim sem mais nem menos jogou com a saúde do seu paciente.
Esta Senhora contribuiu para um handicape para toda a minha vida sem falar do sofrimento em cirurgia e pós-operatório. Estou já com catorze kg a menos e não ficará por aqui.
O meu estômago pequenino já nem os complementos alimentares aceita. Representa 1/5 do que era antes. A solução é o fractionamento mas tudo isto é bem bonito só que se esquece o tempo da digestão e repouso Portanto a hora das refeições é um sofrimento e a cada instante não ir além das pequenas gramas e todo o dia a passar a comer pequeníssimas quantidades. Esta é a realidade... já não se trata só de não comer um bom prato de spaghetti mas de sofrer ao comer menos de um quinto, nem sobremesas e bebidas mesmo em pequeníssima quantidade.
No dia 17 de Agosto 2017, o último encontro com o médico cirurgião acabei por denunciar o profundo sentimento de todo o meu ser sofredor. Tinha à minha frente alguém que me salvara de um câncer mas a que custo... sofrer. O meu estômago agora é tão pequenino que se pergunta, como viver?...Antes que o câncer me levasse... Compensar com estratégias.
O estômago já nem aceita complementos de nutrição ou aplicação de sonda de nutrição pela noite? Não obrigado. Vou talvez definhar ou morrer à míngua, trata-se de um problema de volume, não acredito em dilatações. Resta-me suportar com dignidade.
- Justiças podres
Vítimas que a justiça enterra vivas
Foi efémera mas apesar de tudo gratificante e reconfortante a recompensa por uma luta aguerrida contra preconceitos de leis que acabam por aniilar o ser humano no mais profundo do seu ser.
O meu ser vivia mal, um mal da alma que se arrastava já por quaranta anos. Respondia a um sofrimento que vinha assim destruindo a minha vida interior e num grito de desespero envio émail que teve resposta.
Aqui também justiça também pouco se importa com o devir de um ser humano traumatizadOs estados agem tarde demais e contribuiram para com a disparidade na fiscalidade dos impostos entre cidadãos. do incesto.
A associação Faire Le Pas me acolhe; todas as outras associações me recusam porque não era contemplado o delito fora das fronteira Suiça de que fora vítima.
Assim a justiça portuguesa também faz marcha atraz na moral, considerando ter já passado muito tempo para se assumir como defensora de um viol contra um ser humano adolescente, no meu caso, e no entanto outos casos foram bem aceites e mediatizados, o caso de violes da Casa Pia; sendo assim mais um vergonha para o rol das desgraças jurídicas.
Faire le Pas me ajuda na minha reconstrução psicológica durante cerca de dois anos.
Vivia sem compreender um fardo terrível o de ser explorado incessantemente.
Arnaques imcompreensíveis iam-se somando à minha própria vida e o que tocava neste momento preciso, teria sido uma compra de um automóvel a uma pessoa idosa que me enganara completamente.
Este tipo de sofrimentos são bem clássicos e pessoas desonestas vão assim manifestando os seus intentos camufolando-se, abusando de pessoas íntegras, abusando de quem não consegue dizer não; de quem não consegue denunciar por evidente generosidade.
Vivi com pessoas cada uma com o seu drama peculiar que lhe afectava a alma; mas aqui homem ou mulher todos comungavam de um mesmo sentimento repugnante.
Pais que violavam, mães incestuosas, companheiros sem virtudes e pecaminosos obcessos sem remissião e que a justiça solta cá para fora; justiça OCA.
Dei um passo em frente e a justiça deu uns poucos atraz ao recusar defender a luta contra o viol. Prescreveu e foi este o argumento sórdido da justiça porque se trata de um mal que corrompeu e corrompe a alma de uma vítima, defendendo o porco abominável. Chama-se a isto injustiça e a escolha do caminho da facilidade e da ignorãncia jurídica. Fácil atribuir à justiça os olhos vendados. São os juizeos esses sim que fecham os olhos por cupidez e ganância.
Ora pelos países se vai pregando a mesma apologia: a da hipocrisia.
LEX DURA SED LEX.
E para manter bem as manápulas sobre a vítima se diz do fardo da prova, uma subtil maneira de criar obstáculo a toda a vìtima que deve conhecer os preceitos da lei.
Pergunta-se então porque existem profissionais de defesa. Bela hipocrisia. Perde-se tanto tempo e dinheiro com manobras de defesa outro tanto com manobras de ataques ao inocente. E quando a justiça tem entre as mãos um caso de um arguido protegido é mais que certo que estamos frente a um caso de corrupção à moral de corrupção à dignidade da própria vítima. Assim eu vivi a injustiça e a vil manobra de um processo cheio de fraude à própria justiça.
Vivi a corrupção de um sistema jurídico em completa decadência. Vivi a bela palhaçada que partiu de um tribunal de distrito ao tribunal Fédéral Suiço. Todos funcionando à mesma unctoosidade.
Vivi com pessoas cada uma com o seu drama peculiar que lhe afectava a alma; mas aqui homem ou mulher todos comungavam de um mesmo sentimento repugnante.
Pais que violavam, mães incestuosas, companheiros sem virtudes e pecaminosos obcessos sem remissião e que a justiça solta cá para fora; justiça OCA.
Dei um passo em frente e a justiça deu uns poucos atraz ao recusar defender a luta contra o viol. Prescreveu e foi este o argumento sórdido da justiça porque se trata de um mal que corrompeu e corrompe a alma de uma vítima, defendendo o porco abominável. Chama-se a isto injustiça e a escolha do caminho da facilidade e da ignorãncia jurídica. Fácil atribuir à justiça os olhos vendados. São os juizeos esses sim que fecham os olhos por cupidez e ganância.
Ora pelos países se vai pregando a mesma apologia: a da hipocrisia.
LEX DURA SED LEX.
E para manter bem as manápulas sobre a vítima se diz do fardo da prova, uma subtil maneira de criar obstáculo a toda a vìtima que deve conhecer os preceitos da lei.
Pergunta-se então porque existem profissionais de defesa. Bela hipocrisia. Perde-se tanto tempo e dinheiro com manobras de defesa outro tanto com manobras de ataques ao inocente. E quando a justiça tem entre as mãos um caso de um arguido protegido é mais que certo que estamos frente a um caso de corrupção à moral de corrupção à dignidade da própria vítima. Assim eu vivi a injustiça e a vil manobra de um processo cheio de fraude à própria justiça.
Vivi a corrupção de um sistema jurídico em completa decadência. Vivi a bela palhaçada que partiu de um tribunal de distrito ao tribunal Fédéral Suiço. Todos funcionando à mesma unctoosidade.
- Prisioneiro de um sofrimento danado
Vivi a minha infância neste conflito envolvendo por vezes adultos sem dó nem piedade. Por vezes as palavras tardavam mesmo a sair e eu ficava ali perdido esperando que a língua se soltasse. Não era sempre, mas nesses momentos era uma súplica para que Deus nosso me ajudasse a não passar pelo que eu considerava uma vergonha. Um dia a vizinha da mercearia teria comentado gracejando:
Vizinha
:--então tu não consegues dizer normalmente, rapaz?
O meu ser todo ele se entrestecia e sobretudo se revoltava por tanta falta de tato e de comprensão sobretudo, por depreciar e mais ainda "fazer pouco". Vivi no silêncio, este handicape que iria perseguir-me igualmente pelos dias do Seminário.
Aqui os colegas tormavam-se extremamente severos por vezes rindo. A história melodramática, me lembro bem, ia longe quando se tratava da chamada oral para nota.
Era extremamente duro porque eu sabia da resposta e ficava-me no silêncio para evitar gaguejar. Era terrível. Até que um dia o Director me chama ao seu gabinete e me obriga a ler um trecho bíblico. Aqui começa a minha luta contra um vilão demoníaco que me obrigava ao silêncio.
Sempre tentei escapar a qualquer iniciativa que me pusesse à prova de um diálogo a preparar em público. As peças teatrais ou delamação de poesia era o meu quebra-cabeças e a minha aflição. Só de imaginar o público e o colapso interior se installava. Não ia dar uma para a caixa e depois decorar e declamar...iria ser nean.
Com o tempo algo se ia transformando.
Comecei a ganhar mais confiança pois a fase adulta estava próxima e os resultados dos exames coroavam-de êxito.
Antes os colegas gostavam de por à prova as suas aptitudes e sobretudo medir-se com os mais idosos mas mais franzinos. Era o meu caso extremamente frágil para a minha idade o que me valeu o sobrenome pejorativo de Treze. Foi Alcunha que ficou e um certo desejo de alguns de espicaçar o espírito e o orgulho de não ser covarde, era o meu orgulho de não ser covarde quanto ao resto todos sabem que quem vai à guerra dá e leva. Um dos mais novos quis por força se medir, sendo mais alto e tive que o aturar desde o refeitório ao recinto de recreio. As provocações exerciam-se por demais abusivas. Eu não podia deixar atacar mais a minha integridade por mais tempo pois eram dias e dias já de convites manifestos e foi mesmo junto à parede Norte da igreja que o despique começa e a agressividade se desencadeia.
Claro que eu daria algumas mas levava possivelmente muito mais devido à minha estrutura franzina. Facto que eu conhecia por experiência do meu próprio mano. Mas entretanto um dos mais velhos do quinto ano grande amigo de Fátima e prefeito do Colégio de São Miguel mais tarde, teria já sido alertado para o facto.
Entre sopapos e pequenos aleijões pelo chão, eis que, creio bem, nos pega os dois pelas orelhas.
Esta história ia seguir-se com um outro adepto mas menos recalcitrante que me começa igualmente a agredir com palavras sem que neste momento me lembre do porquê. Sei no entanto que iriamos rebolar pelas escadas que dariam à sala de aulas do primeiro andar, parte velha do Seminário. Final da história acabaria por ter de ir precisamente ao veterinário da zona do Olival para levar uns quantos gatos*.
O último ano, ou seja o quinto, foi providencial porque teria sido por natureza das coisas posto à prova.
Com o padre António, que Deus têm, Director na época do mensageiro, ninguém brincava.
E quando ele chegava o silêncio, após ordem, era quebrado com o arrastar das cadeiras. Mas depois sepulcral após um ritual que todos conheciam bem; o maço de português suave sem filtro em cima da caderneta de notas eram postos à direita da mesa e a pasta à esquerda.
E nesse ritual, um cigarro extraido do maço, cigarro esse bem compactado contra o tampo da mesa ou contra o próprio maço e que não tardaria ir aos lábios, para o prazer de uma fumaça.
Todos tinham os olhos postos na caderneta. Era o momento fatídico e solene das chamadas, e quando se quedava na página da vítima o coração palpitava outros lançavam ufas na passagem da folha, mas ele era extremamente imprevisível, matreiro e por vezes passava atrás.
Cada um contava sua passagem, porque todos sabíamos qual o número. Era um alívio ou uma nova angústia e o professor continuava na sua cantarolice. po.po.po.
Alguém balbuciava quase aterrorisado na sala sou eu, ainda não tinha sido dada a notícia mas a placagem com a palma da mão da caderneta contra o tampo da mesa dizia tudo e com as duas mãos que leva aos lados laterais do peito aperta e respira fundo ..
:--Vamos lá então tonito. Abre na página trinta e três do livro.
:--Vamos lá então tonito. Abre na página trinta e três do livro.
Mas as histórias com o Sr. Padre António sobre as chamadas durante a aula tinham algo de confrangedor que quase aterravam os alunos e uma delas refere o sobrinho com dois anos de avanço escolar, tão pouco lhe seria poupado o dia de aniversário. Pois fora a prenda naquele dia teria dito o tio.
*Agrafes que substituiam os pontos de sotura.
- E mais ainda
História de vinte escudos
Pelos tempos de seminarista lá ia guardando os meus magros escuditos mas já na altura me faria bom jeito. Passados cerca de cinquanta anos não consegui esquecer e tu meu caro Marped. ?
Emprestei de boa vontade mas fiquei tesinho.
Tive de me aguentar até às próximas férias escolares. E lá conseguir mais uns quantos escuditos que minha avó fuseira me daria por um qualquer trabalhito, talvez a ceifa da aveia ou do ferrejo.
Era a minha sina acreditar em todo o biscareto. Assim emprestei 20 escudos a este colega e até hoje.
Pesquisa
http://fartabrutostop.blogspot.ch/2009/05/fartabrutos.html?m=1&zx=4bcf48df93c8ff79
Pesquisa
http://fartabrutostop.blogspot.ch/2009/05/fartabrutos.html?m=1&zx=4bcf48df93c8ff79
DLour la défense des hommes abusés
- Autsil - traições contínuas
É a minha história.
Uma história cujo sinal tardou...o sinal que me obrigaria a agir. Mas a fraqueza vil que me tem fustigado ao silêncio não soube interpretar. Não devo renunciar. As forças vão-me abandonando inexorávelmente,
do mesmo modo a memória me vai traindo igualmente.
Uma história cujo sinal tardou...o sinal que me obrigaria a agir. Mas a fraqueza vil que me tem fustigado ao silêncio não soube interpretar. Não devo renunciar. As forças vão-me abandonando inexorávelmente,
do mesmo modo a memória me vai traindo igualmente.
Uma das últimas traições generadas e a mais terrível me envia ao hospital de Morges, antes de uma terapia química em seis sessões.
Acreditei que minha médica me curaria de males de estômago que se haviam arrastando com dores agudas que se repetiam em espasmos espaçadamente por segundos e isto durante dois anos. As dores iam e vinham e um dia achei que algo se tramava no meu próprio corpo alertando talvez os meus sentidos premonitórios que eu sabia existirem. Várias consultas, entre as do control de diabete cada seis meses e um exame ao estômago para detecção bacteorológica
As consultas se sucediam e a receita de prantanozol para a acidez do estômago.
Acreditei que minha médica me curaria de males de estômago que se haviam arrastando com dores agudas que se repetiam em espasmos espaçadamente por segundos e isto durante dois anos. As dores iam e vinham e um dia achei que algo se tramava no meu próprio corpo alertando talvez os meus sentidos premonitórios que eu sabia existirem. Várias consultas, entre as do control de diabete cada seis meses e um exame ao estômago para detecção bacteorológica
As consultas se sucediam e a receita de prantanozol para a acidez do estômago.
Meses antes da revelação da anemia queixo-me do estômago e de dores atrozes, adianto mesmo a possibilidade de uma úlcera o que fora de imediato desaprovado. O meu próprio diagnóstico tê-la-ia vexado? Foram duas semanas de ausência ao trabalho e a minha doutora não acorda. Apenas me diz que havia já feito exame ao estômago retorqui que não e que não suportava a mão em cima do estômago. A doutora deveria conhecer melhor o meu dossier médical e as suas anotações médicas, mas a verdade é que não estava a par dos meus contrôles. Considero tal extremamente grave. Pois o meu estômago poderia ser salvo.
Algum tempo depois e quando do controlo de rotina do meu diabete e análise do meu sangue a senhora inquieta-se por insuficiência de glóbulos vermelhos. Mandou-me parar com a aspirina cardio. Estava a sofrer de uma anemia e já há bastante tempo que durava pois o meu cansaço era notório.Em consequência e por falta de ferro passo a levar transfuzões de ferro e então já no tarde são feitos os controlos e claro o contrôlo que eu havia sugerido antes. Sabendo dos resultados vindos do hospital me transmete que tinha um câncer maligno no estômago como se nada fosse com ela. Pelo telefone, quando da notícia, faço-lhe bem sentir o erro em que persistiu acusando-a de negligência ou mau trabalho, pois quisera assim enviar-me à morgue. Agora não se recusou a mandar fazer exames mas os dois logo de seguida ao estômago e ao colon efectuadas no hospital. Prestes ao sono profundo da anestesia digo bem alto aos médicos que o meu mal era no estômago.
A notícia não tardou. Minha vida iria transformar-se de um minuto para o outro quando o chefe de serviço de oncologia me visita após ter acordado, e me faz parte de uma novidade inquietante no estômago.
(Foi este o sinal que nunca julguei tornar-se fatídico, e no entanto alguns outros me haviam já fustigado perigosamente. O tempo foi passando assim e com ele a ideia de que.... (Os sinais não eram os bons).
Em consulta minha médica se desculpara dizendo que em toda a sua carreira professional nunca tivera um caso de câncer no estômago, com este palavreado pretende assim elibar-se de um erro médico de todo o tamanho. Quer dizer abstraiu-se de todo o contrôlo assim sem mais nem menos jogou com a saúde do seu paciente.
Esta Senhora contribuiu para um handicape para toda a minha vida sem falar do sofrimento em cirurgia e pós-operatório. Estou já com catorze kg a menos e não ficará por aqui.
O meu estômago pequenino já nem os complementos alimentares aceita. Representa 1/5 do que era antes. A solução é o fractionamento mas tudo isto é bem bonito só que se esquece o tempo da digestão e repouso Portanto a hora das refeições é um sofrimento e a cada instante não ir além das pequenas gramas e todo o dia a passar a comer pequeníssimas quantidades. Esta é a realidade... já não se trata só de não comer um bom prato de spaghetti mas de sofrer ao comer menos de um quinto, nem sobremesas e bebidas mesmo em pequeníssima quantidade.
No dia 17 de Agosto 2017, o último encontro com o médico cirurgião acabei por denunciar o profundo sentimento de todo o meu ser sofredor. Tinha à minha frente alguém que me salvara de um câncer mas a que custo... sofrer. O meu estômago agora é tão pequenino que se pergunta, como viver?...Antes que o câncer me levasse... Compensar com estratégias?
O estômago já nem aceita complementos de nutrição ou aplicação de sonda de nutrição pela noite? Não obrigado. Vou talvez definhar ou morrer à míngua, trata-se de um problema de volume, não acredito em dilatações. Resta-me suportar com dignidade.
- Justiças podres
Vítimas que a justiça enterra vivas.
Foi efémera mas apesar de tudo gratificante e reconfortante a recompensa por uma luta aguerrida contra preconceitos de leis que acabam por anihilar o ser humano no mais profundo do seu ser.
Foi efémera mas apesar de tudo gratificante e reconfortante a recompensa por uma luta aguerrida contra preconceitos de leis que acabam por anihilar o ser humano no mais profundo do seu ser.
O meu ser vivia mal, um mal da alma que se arrastava já por quaranta anos. Respondia a um sofrimento que vinha assim destruindo a minha vida interior e num grito de desespero envio email que teve resposta.
Aqui também justiça pouco se importa com o devir de um ser humano traumatizado. Os estados agem tarde demais ou nunca preocupados demais com realidades financeiras contribuindo para com a disparidade na fiscalidade dos impostos entre cidadãos. Isto lhes interessa de sobremaneira.
A associação Faire Le Pas sobre o incesto me acolhe; todas as outras associações me recusam porque não era contemplado o delito fora da fronteira Suiça de que fora vítima.
Assim a justiça portuguesa também faz marcha atraz na moral, considerando ter já passado muito tempo para se assumir como defensora de um viol contra um ser humano adolescente, no meu caso, e no entanto outos casos foram bem aceites e mediatizados, o caso de violes da Casa Pia; sendo assim mais um vergonha para o rol das desgraças jurídicas.
Faire le Pas me ajuda na minha reconstrução psicológica durante cerca de dois anos.
Vivia sem compreender um fardo terrível o de ser explorado incessantemente.
Arnaques incompreensíveis se iam somando à minha própria vida e o que tocava neste momento preciso, teria sido uma compra de um automóvel a uma pessoa idosa que me enganara completamente.
Este tipo de sofrimentos são bem clássicos e pessoas desonestas vão assim manifestando os seus intentos camufolando-se, abusando de pessoas íntegras, abusando de quem não consegue dizer não; de quem não consegue denunciar por evidente generosidade.
Vivi com pessoas cada uma com o seu drama peculiar que lhe afectava a alma; mas aqui homem ou mulher todos comungavam de um mesmo sentimento repugnante.
Pais que violavam, mães incestuosas, companheiros sem virtudes e pecaminosos obcessos sem remissião e que a justiça solta cá para fora; justiça OCA.
Dei um passo em frente e a justiça deu uns poucos atraz ao recusar defender a luta contra o viol. Prescreveu e foi este o argumento sórdido da justiça porque se trata de um mal que corrompeu e corrompe a alma de uma vítima, defendendo o porco abominável. Chama-se a isto injustiça que o profil da justiça preconiza e a escolha do caminho da facilidade e da ignorãncia jurídica. Fácil atribuir à justiça os olhos vendados. São os juizeos esses sim que fecham os olhos por cupidez e ganância.
Ora pelos países se vai pregando a mesma apologia: a da hipocrisia.
LEX DURA SED LEX.
E para manter bem as manápulas sobre a vítima se diz do fardo da prova, uma subtil maneira de criar obstáculo a toda a vìtima que deve conhecer os preceitos da lei.
Pergunta-se então porque existem profissionais de defesa. Bela hipocrisia. Perde-se tanto tempo e dinheiro com manobras de defesa outro tanto com manobras de ataques ao inocente. E quando a justiça tem entre as mãos um caso de um arguido protegido é mais que certo que estamos frente a um caso de corrupção à moral de corrupção à dignidade da própria vítima. Assim eu vivi a injustiça e a vil manobra de um processo cheio de fraude à própria justiça.
Vivi a corrupção de um sistema jurídico em completa decadência. Vivi a bela palhaçada que partiu de um tribunal de distrito ao tribunal Fédéral Suiço. Todos funcionando à mesma unctoosidade.
Vivi com pessoas cada uma com o seu drama peculiar que lhe afectava a alma; mas aqui homem ou mulher todos comungavam de um mesmo sentimento repugnante.
Pais que violavam, mães incestuosas, companheiros sem virtudes e pecaminosos obcessos sem remissião e que a justiça solta cá para fora; justiça OCA.
Dei um passo em frente e a justiça deu uns poucos atraz ao recusar defender a luta contra o viol. Prescreveu e foi este o argumento sórdido da justiça porque se trata de um mal que corrompeu e corrompe a alma de uma vítima, defendendo o porco abominável. Chama-se a isto injustiça que o profil da justiça preconiza e a escolha do caminho da facilidade e da ignorãncia jurídica. Fácil atribuir à justiça os olhos vendados. São os juizeos esses sim que fecham os olhos por cupidez e ganância.
Ora pelos países se vai pregando a mesma apologia: a da hipocrisia.
LEX DURA SED LEX.
E para manter bem as manápulas sobre a vítima se diz do fardo da prova, uma subtil maneira de criar obstáculo a toda a vìtima que deve conhecer os preceitos da lei.
Pergunta-se então porque existem profissionais de defesa. Bela hipocrisia. Perde-se tanto tempo e dinheiro com manobras de defesa outro tanto com manobras de ataques ao inocente. E quando a justiça tem entre as mãos um caso de um arguido protegido é mais que certo que estamos frente a um caso de corrupção à moral de corrupção à dignidade da própria vítima. Assim eu vivi a injustiça e a vil manobra de um processo cheio de fraude à própria justiça.
Vivi a corrupção de um sistema jurídico em completa decadência. Vivi a bela palhaçada que partiu de um tribunal de distrito ao tribunal Fédéral Suiço. Todos funcionando à mesma unctoosidade.
- Prisioneiro de um sofrimento danado
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| Depois a vida continuou para todos, alguns um certo tempo. |
Vivi a minha infância neste conflito envolvendo por vezes adultos sem dó nem piedade. Por vezes as palavras tardavam mesmo a sair e eu ficava ali perdido esperando que a língua se soltasse. Não era sempre, mas nesses momentos era uma súplica para que Deus nosso me ajudasse a não passar pelo que eu considerava uma vergonha. Um dia a vizinha da mercearia teria comentado gracejando:
Vizinha
:--então tu não consegues dizer normalmente, rapaz?
O meu ser todo ele se entrestecia e sobretudo se revoltava por tanta falta de tato e de comprensão sobretudo, por depreciar e mais ainda "fazer pouco". Vivi no silêncio, este handicape que iria perseguir-me igualmente pelos dias do Seminário.
Aqui os colegas tormavam-se extremamente severos por vezes rindo. A história melodramática, me lembro bem, ia longe quando se tratava da chamada oral para nota.
Era extremamente duro porque eu sabia da resposta e ficava-me no silêncio para evitar gaguejar. Era terrível. Até que um dia o Director me chama ao seu gabinete e me obriga a ler um trecho bíblico. Aqui começa a minha luta contra um vilão demoníaco que me obrigava ao silêncio.
Sempre tentei escapar a qualquer iniciativa que me pusesse à prova de um diálogo a preparar em público. As peças teatrais ou delamação de poesia era o meu quebra-cabeças e a minha aflição. Só de imaginar o público e o colapso interior se instalava. Não ia dar uma para a caixa e depois decorar e declamar...iria ser nean.
Com o tempo algo se ia transformando.
Comecei a ganhar mais confiança pois a fase adulta estava próxima e os resultados dos exames coroavam-de êxito.
Antes os colegas gostavam de por à prova as suas aptitudes e sobretudo medir-se com os mais idosos mas mais franzinos. Era o meu caso extremamente frágil para a minha idade o que me valeu o sobrenome pejorativo de Treze. Foi Alcunha que ficou e um certo desejo de alguns de espicaçar o espírito e o orgulho de não ser covarde, era o meu orgulho de não ser covarde quanto ao resto todos sabem que quem vai à guerra dá e leva. Um dos mais novos quis por força se medir, sendo mais alto e tive que o aturar desde o refeitório ao recinto de recreio. As provocações exerciam-se por demais abusivas. Eu não podia deixar atacar mais a minha integridade por mais tempo pois eram dias e dias já de convites manifestos e foi mesmo junto à parede Norte da igreja que o despique começa e a agressividade se desencadeia.
Claro que eu daria algumas mas levava possivelmente muito mais devido à minha estrutura franzina. Facto que eu conhecia por experiência do meu próprio mano. Mas entretanto um dos mais velhos do quinto ano grande amigo de Fátima e prefeito do Colégio de São Miguel mais tarde, teria já sido alertado para o facto.
Entre sopapos e pequenos aleijões pelo chão, eis que, creio bem, nos pega os dois pelas orelhas.
Esta história ia seguir-se com um outro adepto mas menos recalcitrante que me começa igualmente a agredir com palavras sem que neste momento me lembre do porquê. Sei no entanto que iriamos rebolar pelas escadas que dariam à sala de aulas do primeiro andar, parte velha do Seminário. Final da história acabaria por ter de ir precisamente ao veterinário da zona do Olival para levar uns quantos gatos*.
O último ano, ou seja o quinto, foi providencial porque teria sido por natureza das coisas posto à prova.
Com o padre António, que Deus têm, Director na época do mensageiro, ninguém brincava.
E quando ele chegava o silêncio, após ordem, era quebrado com o arrastar das cadeiras. Mas depois sepulcral após um ritual que todos conheciam bem; o maço de português suave sem filtro em cima da caderneta de notas eram postos à direita da mesa e a pasta à esquerda.
E nesse ritual um cigarro extraido do maço, cigarro esse bem compactado contra o tampo da mesa ou contra o próprio maço e que não tardaria ir aos lábios, para um prazer de uma fumaça.
Todos tinham os olhos postos na caderneta. Era o momento fatídico e solene das chamadas.
Cada um contava à sua passagem...Era um alívio ou uma nova angústia e o professor continuava na sua quête. Po.po.po.
Alguém balbuciava quase aterrorisado na sala sou eu, ainda não tinha sido dada a notícia mas a placagem com a palma da mão da caderneta contra o tampo da mesa dizia tudo e com as duas mãos que leva aos lados laterais do peito aperta e respira fundo:
Professor
:--Vamos lá então tonito. Abre na página trinta e três do livro.
*Agrafes que substituiam os pontos de sotura.
- E mais ainda
História de vinte escudos
Pelos tempos de seminarista lá ia guardando os meus magros escuditos mas já na altura me faria bom jeito. Passados cerca de cinquanta anos não consegui esquecer e tu meu caro Maped. ?
Em prestei de boa vontade mas fiquei tesinho.
Tive de me aguentar até às próximas férias escolares. E lá conseguir mais uns quantos escuditos que minha avó fuseira me daria por um qualquer trabalhito, talvez a ceifa da aveia ou do ferrejo.
Era a minha sina acreditar em todo o biscareto. Assim emprestei 20 escudos a este a este colega e até hoje nada...Passou ao esquecimento problema é que eu não esqueci por isso esse colega está em dívida.
- Venda de Enciclopédias
Muito mais tarde e passada a fase de Seminarista, vejo-me na arena da vida. No Seminário da Cova da Iria teria sido interpelado e colocado entre a espada e a parede pelo Sr. Padre Pedro o Director na época. Com um pé dentro da casa domenicana e outro de fora pois funcionava como seminarista externo, fui confrontado ao problema da consciência. Saí pois minha VOCAÇÃO sempre esteve em crise.
Passei por Lisboa num momento em que decidira tirar a carta e condução de pesados passageiros pela CARRIS transportes públicos.
Nessa altura tivera a ajuda de vizinhos que expandiram o negócio de sapatos também por Lisboa. Mais uma vez caira na armadilha um dos vendedores terme-ia ia pedido emprestado trezentos escudos. Caí na armadilha acreditando que viria logo a seguir ao fim de semana para assistir à cessão de informação para os vendedores. Nunca mais veio. Que diabo, pensei, até parece que tenho na testa algo que diz pessoa generosa empresta.
Passei por Lisboa num momento em que decidira tirar a carta e condução de pesados passageiros pela CARRIS transportes públicos.
Nessa altura tivera a ajuda de vizinhos que expandiram o negócio de sapatos também por Lisboa. Mais uma vez caira na armadilha um dos vendedores terme-ia ia pedido emprestado trezentos escudos. Caí na armadilha acreditando que viria logo a seguir ao fim de semana para assistir à cessão de informação para os vendedores. Nunca mais veio. Que diabo, pensei, até parece que tenho na testa algo que diz pessoa generosa empresta.
- Por cupidez e ganãncia
Assim fui vítima de tribunais suíços, tribunal de distrito de Morges, tribunal cantonal de Vaud e por fim Tribunal Fédéral de Lausanne todos agiram segundo a mesma cupidez. Uns e outros se deram as mãos numa luta colegial de bons comparsas violando preceitos e regras juridicas, uma palhaçada de todo o tamanho.
Montes de papelada testemunha a vileza humana onde processos jurídicos me causaram náuseas terríveis e manchas na cabeça. Hoje acuso aqueles que participaram na jogada furibunda de cartadas jurídicas para matar a vítima inocente.
Se possível meu Deus dá-lhes uma boa diarreia a essa gente corvídea de colarinho branco e capas negras. Eles representam fábricas de fazer Vítimas. Tenho muito prazer em o dizer tal o sofrimento por me sentir inocente até ao final dos meus dias. Façam-me agora um processo covardes e que essa gente não caminhe com os pés para a frente sem saber que pervaricaram cientes dos seus erros.
Montes de papelada testemunha a vileza humana onde processos jurídicos me causaram náuseas terríveis e manchas na cabeça. Hoje acuso aqueles que participaram na jogada furibunda de cartadas jurídicas para matar a vítima inocente.
Se possível meu Deus dá-lhes uma boa diarreia a essa gente corvídea de colarinho branco e capas negras. Eles representam fábricas de fazer Vítimas. Tenho muito prazer em o dizer tal o sofrimento por me sentir inocente até ao final dos meus dias. Façam-me agora um processo covardes e que essa gente não caminhe com os pés para a frente sem saber que pervaricaram cientes dos seus erros.
- No hospital
Fui operado pela manhã e acordei quatro horas depois, com tubos por todo o lado. É agradável sentir-se ainda deste mundo, ora que muitos se ficam sem conseguir acordar. Agradeci ao meu cirurgião que me abordara ao acordar. A operação correra maravilhosante bem. Foi um sucesso cirúrgico mas no que me diz respeito este sentimento não pude deixar de o denunciar o que lhe causara certa confusão ou talvez mesmo tristeza. No fim de contas salvara-me de um câncer.
Mas o sofrimento foi enorme e continua a ser.
Não basta dizer, há que fraccionar ou tomar complementos nutritivos para compensar. Com um estômago de 1/5, começa-se a comer e fica-se logo cheio, depois sentimos a náusea a cada instante. É castrante e revoltante viver o resto dos meus dias assim com uma alimentação reduzidà. Uma semana após a operação foi terrível; apesar de ter feito apelo à serenidade e à coragem. Ao comer por via bocal foi a decepção total, claro que tinha costuras por fora e costuras por dentro; comer era um sacrifício. À travessa partia novamente para traz com a quase totalidade. A descida aos infernos tinha começado com o desligar dos aparelhos da alimentação artificial. Estava tudo a postos deixar o hospital, mas vi logo que as coisa iam ser dofíceis psicologicamente e então foi logo decidido um momento de transição num outro estabelecimento hospitalar de forma a receber os cuidados necessários em matéria de nutrição.
Foram cerca de 14 kg perdidos já lá vão quase dois meses encontrando-me presentemente com 49,6kg. Recuperar é um caso sério e sinto-me muito fraco.
Decidi sair do hospital para ir para casa e conseguir uma alimentação preferencial e mais adaptada ao ritmo do estômago? Portanto mais flexível.
Mas o sofrimento foi enorme e continua a ser.
Não basta dizer, há que fraccionar ou tomar complementos nutritivos para compensar. Com um estômago de 1/5, começa-se a comer e fica-se logo cheio, depois sentimos a náusea a cada instante. É castrante e revoltante viver o resto dos meus dias assim com uma alimentação reduzidà. Uma semana após a operação foi terrível; apesar de ter feito apelo à serenidade e à coragem. Ao comer por via bocal foi a decepção total, claro que tinha costuras por fora e costuras por dentro; comer era um sacrifício. À travessa partia novamente para traz com a quase totalidade. A descida aos infernos tinha começado com o desligar dos aparelhos da alimentação artificial. Estava tudo a postos deixar o hospital, mas vi logo que as coisa iam ser dofíceis psicologicamente e então foi logo decidido um momento de transição num outro estabelecimento hospitalar de forma a receber os cuidados necessários em matéria de nutrição.
Foram cerca de 14 kg perdidos já lá vão quase dois meses encontrando-me presentemente com 49,6kg. Recuperar é um caso sério e sinto-me muito fraco.
Decidi sair do hospital para ir para casa e conseguir uma alimentação preferencial e mais adaptada ao ritmo do estômago? Portanto mais flexível.
As duas semanas de convalescença foram terríveis com muitos altos e baixos e sobretudo com muitas ideias negras. O meu corpo não estava bem mas o meu espírito também não.
Evitava a cama pois não trazia bons benefícios para os intestinos. Abaixo e acima pelo corredor e às vezes, epá já não dá para ir ao quarto...
Aqui pouco somos e cada qual com o seu sofrimento. Este interregno de vida me permitiu esquecer um pouco mais o meu sofrimento para dar lugar ao dos outros.
Quiz a cada passo lembrar que ainda existe algo para fazer e que Deus me daria coragem e a todos os que sofrem para prosseguir.
Mas a batalha é rude e existe muito da colera no meu interior.
A. Transportar.
Evitava a cama pois não trazia bons benefícios para os intestinos. Abaixo e acima pelo corredor e às vezes, epá já não dá para ir ao quarto...
Aqui pouco somos e cada qual com o seu sofrimento. Este interregno de vida me permitiu esquecer um pouco mais o meu sofrimento para dar lugar ao dos outros.
Quiz a cada passo lembrar que ainda existe algo para fazer e que Deus me daria coragem e a todos os que sofrem para prosseguir.
Mas a batalha é rude e existe muito da colera no meu interior.
A. Transportar.
- Minha raiva
A equipa médica que me seguiu de perto considera existir muito conflito em mim, nesta fase crucial da minha vida em que algo de importante se perdeu e nunca mais poderei ter.
Minha médica não me assistia como devia ser porque senão tinha mandado fazer uma gastroescopia nos dois anos précédentes em que me queixava já. Não quiz para o fim aceitar a verdade das minhas dores em que uma ulcera ou algo no género estaria lá.
Como poderia ela saber ao responder-me que não e alguns meses mais tarde me anuncia um tumor maligno.
Esta Senhora jogou com a minha saúde ao dizer-me entre desculpas que em 20 anos de carreira professional nunca um paciente seu fora vítima de um câncer. Pois era tempo de acordar e constatar que o paciente nunca fizera uma gastroscopia. Permanece no seu erro, ora o paciente passou o tempo a queixar-se.
Minha médica recusou algo de grave no meu estômago ora que eu falava de ulcera, com efeito era um tumor susestimou as minhas dores. Poderia ter salvo o meu estômago.
Enviou-me quase para a morgue.
O que é triste nisto tudo é que existe uma protecção enorme no corpo medical e subestima-se demais a vítima de erro
- Dedicatória
Quiz um sinal forte que me levasse à acção e a cada passo ia esquecendo ou deixava passar, à espera da revelação final, não me julgando capaz de tal empreendimento.
E no entanto um forte chamamento me impelia e insistia a ponto de me obrigar às insómnias de muitas dezenas de noites.
Por vezes levantava-me e começava a escrever...escritos perdidos por aí.
A certo momento julguei ter encontrado o amigo que poderia relatar o que me ia na alma, mas com o passar do tempo as ideias se iam ofuscando... concluindo que tal empreendimento me dizia respeito e mais ninguėm. Esse amigo acabava por declinar. Muitos amigos me haviam sugerido que dentro da maior simplicidade e humildade a obra deveria ser minha.
Hoje sinto que é tempo pois um sinal fatídico a* me veio despertar para tal acção: o relato e a denúncia de uma sociedade tomultuosa e pecaminosa...
Id est: MEA CULPA.
PARA todos os meus amigos que me encorajaram, obrigado.
Foi talvez aquele a* o sinal de uma vontade divina em continuar ainda vivo por um certo tempo para poder concretizar...AUTSIL b*.
MEA CULPA tornou-se a projecção dos males do mundo que nos torturam.
***
Dedico assim meu livro à minha querida mãe e pai que me deram a vida e sobretudo ao meu querido e SAUDOSO tio/padrinho* que tanto fez pela nossa família.
Na hora em que foi a enterrar o livro em Branco lhe fora oferecido e depositado entre as suas mãos inertes, em sinal de agradecimento.
Livro que em tempos lhe prometera e quiz o destino ter sido em branco apenas aí jazendo a menção de um eterno agradecimento e o pedido:
Sê meu guia protector neste mundo cheio de embustes.
Segredos estão neste momento a ser
quebrados, quererá talvez DEUS NOSSO PAI para correcção das aflições e dos pecados do mundo.
Os meus amigos poderão participar para me animar na acção e não me deixar cair no silêncio. Tentarei responder a cada pergunta, ou desenvolver pistas de auxílio na descoberta do CRIPTOGRAMA.
A feitura desta narração autobiográfica terá algo de peculiar: despertar a comunhão entre autor e leitor.
Desde longa data, dos tempos de minha adolescência que me sintia atraido pelo desbravar dos retalhos da minha própria vida sem saber porquê um tal chamamento. Sempre achei que a narração do autor e a análise do leitor nem sempre se coadunavam à verdade e a verdade seria transformada sem que a mensagem intrínseca fosse transmitida. As análizes literárias escolares tornavam-se fastidiosas prozas e poemas tornavam-se iguarias de confusão, iguarias imcompreensíveis. Os poetas desaparecidos ficariam atónitos com tanta heresia ou barbaridade... pouco do que se queria transmitir era assimilado.
Ainda hoje não sei mas o que sei é que esperei demais, sim, por uma resposta... um sinal que chegasse talvez do ALTO que justificasse um tal desejo imcompreensível de um tal chamamento. Por vezes existindo montes de malfadado viver faltava a veia do poeta...transmitir mais ou menos grave ou suave mas simples e claro uma das grandes máximas literárias. Assim deixei de ler...
Não, não me achei digno de tal, impossibilitado do dom da pena que requer o artifício da palavra, esse dom que é requesito dos grandes entre os maiores d*.
* o autor refere a perda de todos os elementos ao tentar registar as memórias em disquete, primeiros espaços de salvaguarda em disco duro bem rudimentares
a* quer o autor referir o triste acontecimento do seu câncer e a consequente ablação de enorme parte do seu estômago 4/5 aos 03.07.17
b* criptograma ou jogo de palavras levando o leitor à descoberta do segredo íntimo a descobrir proposto pelo autor pretendendo criar um espaço lúdido na obra e consequentes prémios ou recompensa.
c* padrinho da Crisma
d*Camões
A.A.transportar.
- Meu ser franzino
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| O tonito |
De há meio século para traz as coisas eram talvez bem diferentes, e minha mãe dera à luz junto à lareira. Nunca soube ao certo mas o meu ser franzino ou raquítico teria sido pretexto para esconder a realidade das coisas que certos preceitos obrigavam: assim eu não seria de nove meses...
Mas o pecado condena, meu pai teria em consciência proibido minha mãe de se apresentar de BRANCO à cerimónia do casamento. Confessa hoje minha mãe que teria sido a maior das tristezas da sua vida não ir de branco até ao ALTAR. Teria como vestimentária um simples vestido cor créme.
A simboligia da pureza, qual algoz que fere e mata, agiu aqui impiedosomente impedindo falcatruas aos preceitos religiosos e sobretudo o fugir aos linguarejos populares.
Minha mãe estava grávida antes do casamento, apenas isso, era preferível esconder a realidade dizendo que o menino seria de 7 meses, a vergonha da época levava a estes extremos... Evitavam-se os falatórios.
Minha avó Vaqueira teria sido a parteira pelo meu nascimento aos 22:04:1955. Pela manhã, supõ-se pelas 8 horas. Após o parto
ao ver-me exclama
:-- Ai, filha!!! Não vais conseguir criar o teu menino ele é tão pequenino... Parece um ratinho.
Esta minha avó pequenina, vestida de preto de lenço com laço ao alto e sempre dessa mesma cor desde o falecimento do meu avô paterno, teve uma certa predilecção por mim.
Era eu que muitas das vezes ia para sua casa e a ajudava nas suas lides partindo com ela e com o gado: as cabras e as ovelhas pela serra. Antes de ir para a escola fora ela que me ensinara os primeiros passos no conhecimento das primeiras letras e dos primeiros números. Depois a escola foi outra história e então seria eu a ensinar a minha avó.
A minha tia Amélia, a mais nova dos irmãos, gémea com o meu tio Albertino que Deus chamou cedo a si por morte cardíaca, foi a professora por certo tempo na Gondemaria e na Amoreira,
Ora como não poderia deixar de ser, lá ia eu acompanhar minha tia.
Nesse tempo deveria ter os meus 5 anos e na Gondemaria bem me lembro da casita pequenina onde habitávamos provisoriamente. Nessa casita nunca esqueço aquelas manhãs em que tinha de me levantar cedo para acompanhá-la à escola, apressada por vezes na pequena cozinha lá mete a perna em cima da cadeira para ajustatar bem as cintas ou porte-jarretelles fazendo com que aqueles botões segurassem as meias de vidro.
Me lembro da escola mas não de factos concretos; provavelmente ficaria bem sossegado numa carteira dos anos 60 e de tampo inclinado em cima os famosos furos em cada extremo para os tinteiros brancos de porcelana. Aí se enfiava o aparo que por vezes trazia mais do que o suficente fazendo a tradicional borratada de tinta pela carteira pelos cadernos, e pelas batas e quantas vezes oh! Infelicidade quando se espalhava pelo chão. E aí, meus meninos, a tirania se manifestava.
Assinalo que tais aparos eram a psicose dos alunos mesmo os mais velhos de bata branca imaculada à Segunda Feira antes dos trabalhos escolares. Ainda não se usavam as canetas ou lapiseiras de esfera e por isso chegava-se à Sexta feira e havia manchas bem enormes pelo tecido. A lei na escola era:
Batas bem limpas à Segunda Feira, ora aqui a sanção seria dupla e por vezes a tareia dos pais por tais descuidos, sem falar das ardósias partidas era infalível. Assim se evitavam dispendios em lexívia o que fazia queimar o tecido.
Eu não gostava nada da ideia de começar a escola pois para mim era trabalho mental e eu já sabia bem bem como funcionava quando pelo verão em casa de minha avó e debaixo da nespereira as sancções se sucediam quando havia erros de cálculo e de caligrafia.
As sarambandadas que caiam e as pauladas por pequenos erros obrigavam a repetir a palavra mais de 100 ou 200 vezes na ardósia cheia de minusculos vocábulos repetidos que permitissem caber na ardósoa. Os lápis de pedra alguns de dois ou três cm era o sinal de pobreza ou economia. Tudo isto para recuperação e preparação aos exames da quarta classe. Nada daquilo me agradava e sobretudo as sancções em rapazotes já crescidos muitos deles repetentes era como se as verdoadas me caissem em cima.
Só a frescura da enorme nespereira, junto à cisterna, naquelles dias de calor intenso nos dava prazer.
Minha tia era considerada uma fera e foi agora no tarde que vim a sabe-lo por um amigo de escola da primária, mas era mais a exigência e o querer que seus alunos singrassem na vida. Para mim estes episódios foram o fim da macacada e da minha liberdade de infância.
Depois, havia também a escola dos adultos que vinham de bem longe à casa de minha avô vaqueira para iniciação escolar contra o iletrismo. Eram alguns 6 homens vindos das aldeias limítrofes.
Um dia lá me fizeram uma das boas, deram tanto pão aos meus melritos que acabaram por morrer de sêde. O dia seguinte fora bastante triste mas nada de falar da história do pão, para evitar o drama, só mais tarde vim a saber.
Capítulo II
Diário
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| Saudoso padrinho |
- Saudoso padrinho
Cheguei ao hospital de Torre Novas e ao subir as escadas, gritos vindo do interior sacudiram todo o meu ser e a minha alma ficou triste e angustiada. Fomos directos ao quarto e sobre a minha esquerda vi o meu querido padrinho no seu leito, os gritos vinham dele não pude conter as minhas lágrimas. Reconheci bem aquele esgar de contrariedade que pedia por tudo o que há de mais sagrado ao mundo.
:-- levem-me daqui...
Aproximei-me daquele rosto em sofrimento que me reconhecera mas o que vi me fez voltar à realidade das coisas, meu sangue gelou nas minhas veias. Os olhos vidrados era o fim...o sinal do sopro de vida, que não iria perdurar por muito tempo, daquele ser bondoso e recto. Olhos que nunca mais me veriam, eram os olhos de um ser que está prestes a partir deixando este mundo.
Vi o seu desespero e quiz fazer tudo o que estava ao meu alcance para que a sua última vontade fosse satisfeita.
Pedi ao enfermeiro se podia ser levado para casa, seguindo os devidos tratamentos, aquisceu de um gesto, sem qualquer entrave, pois ele sabia que era o fim, eram já os momentos da agonia.
Era uma agonia vinda do mal dos pulmõese e da perna partida meses antes numa clínica.
As grandes decisões são tomadas no momento e sem grande reflexão, deixar para o dia seguinte seria tarde demais.
E assim foi, pela manhã, ao pequeno almoço no restaurante próximo, insisti para que o tio fosse levado para casa.
:--não, respondeu a minha mãe em tom grave anuindo que o quadro era triste demais. Insistências sucessivas e a resposta sempre a mesma: um não impiedoso que me feria o coração.
Deixámos o restaurante e dirigimo-nos ao hospital para ver o tio. O mesmo enfermeiro já estava cá fora e a triste novidade soou, Deus já tinha chamado o meu saudoso tio.
Em soluços rendi-me à evidência da vontade divina, mas também à ideia de que a última vontade teria sido recusada a um ser de família que tanto fez por nós.
Mas, na verdade, ainda que fosse decidido para o dia seguinte de o levarmos para casa tal facto não seria mais possível.
Autsil
:--Mea culpa, porque não decidi logo, meu querido padrinho e grande amigo, perdoa-me não ter transgredido mesmo à vontade familiar.
Deus já teria decidido chamar-te para o seu seio. Tem-me sido difícil de viver com um tal peso na alma, porque eu vi nos teus olhos a imagem da tua morte.
Muitos anos passaram mas o meu tio continuava presente na minha vida. Os sonhos se repetiam e neles imbricados ele aparecia também e eu continuava procurando por lugares dantescos e sinistros cemitérios. Acordava extenuado com a realidade bem cruel... o tio tinha morrido e tudo o resto não passava de mórbidas realidades sem nexo e sem verdade.
Conto à minha mãe certas passagens e o meu sofrimento com tais pesadelos me envolvendo, e ela me diz:
--Meu filho reza pelo teu padrinho a oração:
(DEUS VIVO SEJA COMIGO
DEUS MORTO SEJA MEU ENCOSTO
DEUS CRUCIFICADO SEJA MEU AMPARO)
possivelmente ele ainda se encontra preso neste mundo até que Deus queira.
Mas o meu destino seria ainda perturbado pelos anos seguintes.
Pelos anos oitenta e seguintes iria ser testemunha de acontecimentos que eu desejava compreender.Mas sem ter meios para explicar, o tempo foi passando...
- Um amigo de Montreux Palace
Os dois em volta das cervejas, porque o poeta* gostava muito da vida nocturna, apreciava sobretudo as grandes discussões à volta de um tema que momentaneamente se apresentasse. E nessa altura o tema seria transcendental, por vezes não sabia bem como abordar tal questão porque este amigo era bem retissente aos eventos do ALÉM que se passavam com a sua pessoa e que se obstinava em aceitar pois totalmente alheio a realidades extralúcidas
Nessa altura fiz questão de lhe perguntar se um dia viesse a escrever as minhas memórias se aceitaria que se falasse de acontecimentos
inerentes à sua pessoa...respondeu que sim.O poeta era alguém de extremamente perspicaz e humano e nem sempre permitia que gozassem com a minha pessoa um pouco extraviada e extravagante nas suas análizes quando as expunha à mesa, mas no geral eu era extremamente reservado. Ele bem se dava conta do facto, conhecedor bem das facetas da minha vida e ao quanto eu me expunha para singrar. Por isso mesmo sempre me escolhia como parceiro para jogar às cartas (a sueca).
Problema é que eu fazia cada asneira que bradava aos céus faltando-me a faculdade ou a memória para reter todas as cartas saídas e ir por exemplo ao naipo do parceiro.
Nada a fazer, questão de jogo sempre fui um zéro à esquerda mas o meu amigo poeta sempre se sujeitou a perder comigo mesmo com adversários de grande temperamento.
O poeta tinha o grande dom de me exasperar contrariando-me com argumentos que me afectavam à priori mas fazia parte da sua natureza e um dia ainda num dos jogos de cartas em casa de um dos grandes amigos após uma tradicional spaghetti conclui que teria havido batota ora que que eu não percebera patavina mesmo o poeta escondia a marosga claro não indo denunciar os amigos.
Foi o fim da macacada porque as gargalhadas acabariam por se transformar em ambiente saturno e grave. Os ajustes foi declarar o que bem pensava da acção desproporcionada e de mau gosto.
Mas claro ficou-se assim...E as saidas continuaram a ser frequentes pois à grande alegria do poeta seria sair de noite de dia ou sobretudo de noite para mais uma cervejada entre amigos onde o ambiente se proporcionasse para a conversa de praxe: umas bocas por aqui e por ali mesmo para com o patrão da tasca.
Mas o meu grande respeito pelo poeta surgiu em torno de um drama pessoal já vivido com os próprios amigos mas drama que seria interpretado pelo alcool ingerido. Comecei a constatar que já näo seria só isso mas todo um cenário próprio de contrariedade em torno de um acontecimento qualquer que o revoltava e o colocava numa situação desesperante.
Nesses instantes a princípio comigo só e depois com os amigos e com a minha própria esposa o caso tornou-se extremamente sério e complicado porque era difícil de explicar mais tarde e em condições normais.
Não aceitava o que se lhe explicava ou seja momentos de transe em que da sua boca se manifestavam entidades.
extraordinário ou não algo se passava quando em plena noite e num estado de conflito e aflição semelhante à possessão do seu corpo? Este se levantava desesperado para procurar auxílio numa gaveta e às escuras no meu estudio. E sofregamente tateando uma das gavetas do meu móvel e visto pela primeira vez, qual surpresa ao ver nas suas mãos um pequeno papel e todo o aparato emocional acabar ao levar o papel aos lábios. Era difícil e às escuras dar conta do papel. Isto sucede por várias vezes até que me diz a certa altura tratar-se de um Santinho de nossa senhora já bem amachucado. A devoção era tão grande que bastava tocar nesse Santinho para que a sua pessoa voltasse ao normal tendo esquecido o que se passara.
Muitas vezes nos sentávamos para discutir do acontecimento mas nada a fazer não queria saber do que se tratava.
Como era frequente encontrar-mo-nos entre colegas e justamente no meu estudio a* o mesmo cenário se passou por uma qualquer contrariedade e uns copos de cerveja.
Aqui as coisas tornaram-se perigosas e sem qualquer controlo porque os amigos temtaram resolvera as coisas segurando-o de modo brusco e aqui senti que entidades ao mesmo tempo lutavam por entrar em cena. Creio mesmo que uma das entidades veio mesmo a identificar-se como pertence à vizinhança ou à família.
Enquanto fora eu só a tentar transmitir as cenas passadas era descreditado e eu sentia-me triste mas algo me dizia que este meu amigo escondia algo mais porque a certo momento se descai dizendo que fazia parte dos seres humanos de corpo aberto. b* O Santinho de nossa senhora que guardava preciosamente e que sua irmã lhe havia dado anos atrás, para o acompanhar na Suiça.
Teria haver com algo de suspicioso nesta matéria de mediunidade?
Acreditar ou não em factos foi questão vivida um certo tempo até que os colegas eu e mais dois após o acontecido transcreveram o mesmo e assim mais tarde minha esposa. Então houve mesmo uma tentativa de cura neste sentido ou pelo menos tentativa de encontrar maneira para tal em Portugal e mesmo em França. O sofrimento começava a acentuar-se e eu começava a viver angustiado, tal acontecia já com muita frequência.
Comecei a sentir-me responsável imaginando que forças estranhas determinavam as tais manifestações. Mas contra factos não há argumentos e tudo concordava com a minha ideia. Certos acontecimentos não vinham por acaso. Restava então saber se as conversas vinham de outra entidade ou apenas um fenómeno de dupla personalidade. Caso é que as dúvidas e as interrogações sobre o transcendente tornavam o meu amigo em situação descontrolada e extremamente agressivo.
Entre o agressivo e a doçura vi reacções que me causavam calafrios senti por vezes a agressão contra a minha pessoa enfrentei essa mesma agressão até que uma a calma surgisse e então entrevi o sorriso de um ser que amei e que naquele momento balbuciava as estrelas as estrela...E seguidamente a terra...a terra ...a terra. Algo de bem significativo deveria acontecer talvez uma mensagem tais repetições se sucediam durante um certo tempo, dir-se-ia que eu estava ali para interpretar mas eu não compreedia e provavelmente estava muito longe de compreender. Para mim Estrelas era algo de bem longinquo mas era luz, igualmente alcançar a luz e partir, desagarrar-se das coisas terrenas ou então a mensagem de eventos trágicos que estariam para acontecer quando eram prenunciadas a terra a terra
As primeiras manifestações eram de tom agressivo seguidamente tudo se passava serenamente e as conversas começavam por sair de forma amigável outras vezes várias entidades se intrometiam e eu senti medo destas manifestações que nem tão pouco eram provocadas. Eu queria que o meu amigo conseguisse a paz e nada mais.
Mas bastava apenas o acaso, uma pequeníssima dose de alcool ou uma cena de contrariedade do exterior ou vinda do seu espírito e tudo se passava rapidamente manifestando-se desejo de entrar para casa. Nesse tempo partilhávamos dos mesmos aposentos, o meu estudio.
Comecei a compreender que havia ali um sério problema e eu não sabia como ajudar. A única maneira era de transmitir o sucedido.
O meu tio tinha falecido há pouco tempo, questão de meses e eu vivia a tristeza de um tal drama talvez sentisse a necessidade da sua presença.
acabando sem saber por proporcionar e causar tais manifestações? Meu saudoso tio era um homem extremanente reinadio e eu gostava muito das conversas sobre este ou aquele assunto gostava muito de o ouvir quando se exprimia com os seus amigos mais íntimos. Eu não me intrometia porque me sentia bloqueado. Bastava-me ouvir e saborear aqueles momentos a sua presença era tudo para mim. hoje tenho saudades de tão pouco ter conversado com alma boa sempre amigo das pessoas a quem fez tão bem sem exigir algo em troca. Mas que nunca lhe dissesem em sinal de agradecimento: QUE DEUS LHE PAGUE.
O quê? dizia, em vez de agradecer manda os outros pagar?
As pessoas na sua simplicidade agradeciam deste modo. Assim era do seu temperamento analizar e combater certos erros bem agueirrados aos antigos preceitos. Pessoa íntegra detestando fanatismos e hipocrisias.
Religioso não fanático mas respeitador dos que iam à missa e respeitador quando se apresentava nas cerimónias quaisquer que fossem, sabendo mesmo o Pároco de quem se tratava, pois estes seres tiveram bem ocasião de se medir sob o ponto de vista humano. O que sei é que se apreciavam muito.
Na hora derradeira este homem que não era homem de igreja teve a honra merecida de se encontrar entre os irmãos partidos deste mundo.
Quanta paz eu desejo a este irmão
Que foi meu tio e padrinho e sobretudo possa ter alcançado as estrelas ou a luz que exortava com tanta veêmencia.
Não mereces estares acorrentado, se foi o caso na terra do mau calhado.
Esta foi a eventual decisão do meu amigo poeta para se curar das aflições a que se via sujeito aquela alma nobre e boa não merece.
A
- Em Echichens.
O poeta teria pedido para aí habitar provisoriamente por razões de saúde e porque sua esposa se encontrava já em Portugal. Assim foi operado ao joanete c*.
Se antes as coisas pioravam com incidência do trabalho e as crises de comportamento aí inerentes tal decisão não veio melhorar a situação, pois, bem pelo contrário as crises tornaram-se bem mais frequentes e por vezes bem claras em relação ao meu defunto tio.
Na manifestação repetiam-se as mesmas palavras as estrelas... e a terra...depois algo mais, eram gritos em relação a esgares dor da perna ou joanete??? Associei tratar-se da perna partida de meu saudoso tio.
Resta aqui a dúvida da dor provocada pela operação e qual a perna igualmente para a do meu saudoso tio.
Estas dúvidas causavam certa revolta no poeta digamos na entidade que adivinhava os pensamentos do momento tornando a comunicação difícil e até certo ponto perigosa com pretenções por vezes de agressão.
Este meu tio fora no passado vítima de engano ou traição conjugal que nunca perdoou tendo mesmo deixado suas memórias em carta aberta dentro do seu diário. Um dia disse-me nunca deixes um homem habitar em tua casa.
Num mar de conjecturas e contradições eu näo podia que fazer parte à minha mulher de que a história de ter o poeta em nossa casa não seria nada bom. Eu sentia já a tragédia no meu casal e já imaginava mesmo infidelidade. Tudo isto somado estas verdades iam-se manifestando perigosamente.
As coisas empiravam cada vez mais e a minha presença seria nefasto para a sua saúde e a do meu casal.
Agora era também a minha esposa que assistia até altas horas da noite e da madrugada a sessões ou comunicações supostas do ALÉM e que se tornavam pesadas.
Eu estava cansado, com horas perdidas, tendo que me levantar pelas seis da manhã para ir trabalhar.
E o meu amigo não estava bem porque sofria
pelo facto de ter que se sujeitar um tal condicionalismo mediúnico permanente.
Mas as coisas iam sucedendo de forma inexorável digamos que se forjando e se imbricando como para obrigar à aceitação??? Determinadas realidades acabavam por ir ter ao mesmo, entre conflitos e dúvidas.
Foi assim em casa de meu irmão mais novo e hoje me pergunto a razão pela qual fomos a França no carro do seu amigo, estávamos os trê perdidos mas próximos da casa do meu irmão. Os enervamentos faziam-se sentir.
Ora mais um vez o amigo poeta acabaria por perder o sentido da realidade das coisas que iam sucedendo de histórias esquesitas e jogos de dinheiro. Estavam reunidas certas condições que possivelmente não seriam só as do présente mas possivelmente uma mensagem esta vinda do futuro. O meu irmão do meio teria no futuro negado ter sido ajudado de forma honesta, este irmão teria acusado igualmente o irmão mais novo de não pagar o salário e no entanto a jogatana e dinheiros perdidos em apostas e trafulhices no jogo da moedinha foi facto.
Livrou-se de uma boa coça dos jogadores porque o irmão mais novo o puxara do braço para fora e para casa. Foi na altura em que fora trabalhar aí o meu irmão do meio teria ido para França tendo o mais novo decidido de o ajudar.
Será que o destino nos colocou à prova?
Resta saber se meu irmão do meio estava em França quando fomos visitar o irmão mais novo. Qual o porquê desta visita.
Certo foi conversas e conflitos familiares e as mesmas manifestações de sempre.
O poeta teria deixando a Suíça com a esposa para tentar talvez mais paz talvez maior qualidade de vida, o certo era que a situação salarial na Suiça não era de desesperar e deixar tudo era a ponderar bem. A esposa que conseguira trabalhar algum tempo na restauração acabara também por anuir à partida deixando os dois a Suíça definitivamente.
Uma coisa boa era o reagrupamento familiar pois as filhas estavam com a sogra e viver com os pais só poderia ser positivo.
Desejei ao meu amigo a partir daí todas as felicidades da vida e ao irmos de férias fomos visitá-los eu só um vez e uma outra com os meus irmãos.
E mais uma vez sucedeu em sua própria casa uma das cenas que não foi agradável em que meu irmão do meio teria manifestado reacção de não querer participar nas despesas de um terreno que teria sido comprado exclusivamente pelos irmãos o mais velho e o mais novo. A cena mais tarde viria à baila destruindo assim os laços estreitos de família.
Haveria dito que Deus não dorme tendo cada um seguido a sua vida, em resposta teria dito que se Deus não dorme ele iria dormir em consequência muito bem.
Os anos foram passando e com eles a irrremediável desarmonia. A doença surge e por uma razão ou por outra acabamos por
ter que um dia dar contas dos nossos próprios actos. Assim partiu para a terra da verdade alguns anos depois.
Me lembro muitas vezes que nestas histórias passadas em que dos lábios de alguém surgiu a frase a terra a terra acabamos por imaginar que talvez a mensagem era bem Clara: em nos desagarrarmos das coisas materiais deste mundo.
Mas a terra está igualmente a sofrer e os cataclismos são abundantes neste momento.
* nome atribuido devido aos seus óculos lentes pequenas e redondos.
a*habitação de sala/quarto com cozinha pequena.
b*em linguagem mediúnica capacidade para receber entidades.
c*termo popular para indicar o inchaço da articulação do dedo grosso do pé.
- Meu Mano do meio
Estava na máquina que nos possibilita o armazenamento das peças a grande altura e o colega me anuncia o falecimento do meu irmão do meio, as lágrimas saltaram-me logo aos olhos e de tal modo que neste momento deixei tudo e parti do trabalho. Deus achou que era o seu momento, as relações entre nós estavam cortadas mas eu sabia do seu estado de saúde de certa maneira periclitante no entanto por razões desconhecidas ao ter conhecimento da sua hospitalização tinha decidido esquecer muita coisa.
Nesse momento estava à espera da prótese dos meus dentes.
Meu irmão teria já sido operado antes e perdera um rim. Que Deus o tenha em sua Glória, pois eu não o chamo par cá, era bem amigo do seu copito mas neste aspecto era a sua vida e ninguém tinha nada a ver, quem tinha era a ver era a sua própria saúde e a estabilidade da sua própria família. Já não bebia só o vinho mas já começava a criar maus hábitos por palavras e atitudes pelas tascas onde passava injuriando a família ou seja os irmãos a quem tinha uma aversão doentia. Os próprios donos das tascas nos informavam de tais atitudes impróprias de um irmão acusando e blasfemando os seus sem razão por vinganças doentias.
Assim foi arando as suas propriedades como quiz sem se dar conta de um fim que podia surgir a todo o momento e fatidicamente aconteceu.
Meu irmão socumbe a um AVC irremediávelmente.
Éramos carne e unha na nossa adolescência e não podíamos passar um sem o outro e no entanto andávamos sempre à guerra um com o outro...Quando guardávamos as cabras nem sempre se prestava para impedir as cabras vadias de prosseguir o seu caminho. Muitas vezes cada um a sua vez mas por uma outra razão eu pedia-lhe que fosse ele e aí meu irmão fazia exercer a sua superioridade recusando. Muitas das vezes meu irmão chegava a casa com uma mordidela no corpo era com efeito mais forte do que eu e toda a minha vida me incriminei do facto, mas a verdade é que ficava fora de mim ao sentir nas disputas de corpo a corpo a derrota.
Eu muito mais frágil perdia sempre perdia a honra e a dignidade de ser mais velho o mais fraco que no momento encontrava a alternativa mordia-lhe ele largáva-me e pronto então ia eu buscar as cabras perante a altivez do mano que não queria obedecer com a vantagem ainda de mostrar depois a mordidela e afirmar mais ainda a sua supremacia. E cada um no seu pedestal: um malandro que morde ainda por cima o mais velho e o outro mais novo coitadinho mordido, que vergonha.
Creio bem que me fazia bem à alma vingar-me de me teres tirado os palitos dos dedos no passado. A partir daí eu seria sempre o mais fraquito.
Mea culpa mano.
Nós os dois cada um com o seu bom coração e as suas desavenças, acabaríamos mal com as mesmas no presente e no futuro.
Tu fostes um braço da família que em determinada altura disseras, mano estuda tu porque eu não tenho cabeça. Näo esqueci que partimos para Lisboa e em S. Jorge e num restaurante da esquina ficastes com as lágrimas nos olhos era talvez a tua segunda experiência em restauração ou talvez mesmo a primeira. Era o princípio do calvário para cada de nós nova vida e o trabalho, eu igualmente que partira para o seminário deixando todas as nossas brincadeiras para trás.
Depois tu sempre foste um menino com montes de problemas, quando pequenino.
Mas sempre tivemos uma mãe, que dentro das suas mágras possibilidades se ocupou de nós todos.
Foi na Sabacheira ou dito Agroal onde águas milagrosas nasciam e corriam para a cura da tua ecseima e com que sacrifício alugar casa e lutar contra hostes de mosquitos.
Mas mais tarde outros problemas iriam se juntar e a mãe procurava solução para males de espírito. Tu não vias claro e na cisterna da tia Soledade tu ao veres a tua imagem que não era a tua era o diabo ?!! Curandeiras e mezinhas de fumos água sal e azeite bem como tuas camisolas ao fogo e rezas incompreensíveis, foram solicitados. Por isto tudo sofrestes também quando te levantavas e ias ter à lareira onde estávamos, a mãe o tio e eu e logo percebíamos o que se estava a passar, ao vermos as cuecas ou ceroulas pela cabeça com um ar um pouco estremunhado. Estes ares de sonambolismo criava situações um pouco cómicas no início mas para ti era terrível e motivos de choro logo a seguir ao apreenderes a realidade.
Esta fase de infância foi terrível e eu com os meus dezoito anos, indo para a cama, aproveitava para adormeceres e então ia ter ao café com a novidade da televisão onde os avós se encontravam também para ver as imagens e beber um café ou chá de limão. Até que um belo dia te destes conta da marosga e então fazias por não adormecer para eu não ir, mas o teu sono era mais forte. Dizias tu mais tarde:
Mano:
:--Raios!!! Adormeci outra vez.
Houve momentos reinadios à volta de um bom jantar onde contávamos tais vivências.
Mas por vezes tais momentos, hoje me dou conta infelizmente de certa hipocrisia o que acentuou o drama do corte drástico dos laços familiares. São acontecimentos bem tristes quando afinal a vida é bem curta. Mas afinal de contas o destino faz desses momentos alegres, ao princípio, para os transformar em acertos de contas.
Sempre apreciei muito minha Cunhada e meu irmão teve a sorte de possuir uma companheira, excelente esposa, muito prestável e carinhosa estando ainda hoje muito agarrada ao marido que Deus têm.
Minha Cunhada alheou-se demais às realidades do marido e acreditou fielmente como de um dever sagrado de esposa. Alheou-se da verdade e hoje é tarde demais para reparar, todavia ainda é cedo para reparar outros males que estão em vias de acontecer.
Os filhos ficaram embuidos de realidades incutidas que não correspondem à verdade. Cuidado com o que se diz e o que se faz:
Meu sobrinho haveria dito:
O tio tem os olhos fechados:
Eu não tenho que ouvir tamanha heresia ou barbaridade e desrespeito da parte de alguém que não conhece a verdade e não está preparado para aceitá-la. Quem partiu em falta possivelmente está hoje à espera de reparação.
E fico por aqui para continuar a minha narração, sobre retalhos da minha vida e daqueles com quem vivi. É a verdade e alguém terá muito que correr para provar que aquilo que digo não será verdade.
Contra mim falo para execução dessa mesma verdade e não recuo para denunciar a minha mea culpa mas igualmente os podres da própria sociedade a quem associo a mesma mea culpa.
Meu Mano do meio foi com o tempo ganhado mais saúde e tornou-se um às a servir à mesa eu o apreciava por isso sem ter qualquer inveja, sentia orgulho profundo....
A família tê-lo-ia ajudado mesmo na restauração por conta própria e sete rios teria sido uma aventura talvez sem grande êxito.
A família tê-lo-ia ajudado mesmo na restauração por conta própria e sete rios teria sido uma aventura talvez sem grande êxito.
Feito
A transportar.
- Minha mãe
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| Minha mãe |
Uma vida amargurada pela rudeza dos trabalhos da lide de casa e do campo. Não havia grandes rendimentos nas pobres terras da herança familiar; então para as necessidades imediatas minha mãe chegara a ir à Golegã, terra Ribatejana, para conseguir uma jorna de um dia com uns pequenos alqueires de cereais a transportar à cabeça pela volta, isto quando a ida se limitava a um só dia.
O mestre responsável ocupava-se do grupo velando e encorajando a equipa cansada e com medo ao atravessar montes e vales de Minde. E por vezes a altas horas da noite lá iam com cantorias da época sendo chamados à ordem pela guarda republicana, pelo barulho causado na povoação acusados de disturbio a altas horas da noite ou pela madrugada.
O mestre não se deixava intimidar pedindo as desculpas: oh! Sr. da guarda desculpe lá...
E lá ia cantarolando como se nada fosse...Pobrete e alegrete...E o grupo lá ia seguindo já com a jorna do dia.
A distancia era enorme, mais de vinte km, partindo de madrugada de casa para chegar de noite do mesmo dia tinha que se dar ao dedo para merecer a jorna*. Meu avô foi homem de diversa lide era o homem da situação para os homens das proximidades em quem fazia a barba ou um ou outro corte de cabelo.
Minha mãe sempre guardou bem no coração aquele homem trabalhador sempre o defendendo e atacando quem funestamente se interpusesse entre a harmonia do casal, ora suspições de um dito padrinho de seus pais fizeram crer que algo havia até que um dia tal figurinha de assobio repenicado fora convidado a sair de casa:
:-- ponha-se na rua imediatamenteou.
A coisa punha-se feia.
Uma das profundas tristezas seria o pecado de minha avó??? E a traição para com o Pai. E isso fazia de minha mãe a protectora da casa contra toda e qualquer impostura ou infidelidade...Um fardo duro de transportar tanto mais que não seria raro passar por uma estrudicas do tal manias. E quando tal acontecia minha mãe näo podia conter interiormente a serenidade, respodendo que nada tinha a ver com tal família. Mas a verdade é que nestas situações o pecado condena...suspição pela vida inteira e a amargura de não ser-se filha ou no meu caso de eu não ser neto de sangue.
Leva-se assim para a tumba e para a eternidade segredos que se desejam invioláveis a todo o preço.
*Salário aqui em vez de dinheiro o pagamento era feito em cereais ou artigos fruto do trabalho.
- Meu pai
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| Meu pai |
Passados mais de onze anos de ausência , minha mãe, contra todas as espectativas, parte para Alemanha para o visitar. As surpresas da ida a Portugal tiveram o seu efeito. Meu pai vai ao seminário de surpresa e dá-me um relógio e um frasquinho de perfume...E seguimos os dois de taxi para casa.
Na Alemanha, as coisas começam a passar-se mal pois o alcool continuou a ser o fantasma que sempre se interpôs entre a vida de meus pais. Meu pai sempre teve mau vinho e causava distúrbios onde quer que fosse, e em casa não foram poucas as vezes que minha pobre mãe tivera de arrastar meu pai atè ao quarto quantas vezes partindo louça à passagem e acordando os filhos . Ora foi assim um curto momento em Portugal e assim continuou pelos anos passados no estrangeiro em companhia dos seus amigos. Por vezes, perdido de bêbado, era frequente chegar a casa com a ajuda dos amigos e igualmente sem a carteira ou com ela vazia.
Na Alemanha, as coisas começam a passar-se mal pois o alcool continuou a ser o fantasma que sempre se interpôs entre a vida de meus pais. Meu pai sempre teve mau vinho e causava distúrbios onde quer que fosse, e em casa não foram poucas as vezes que minha pobre mãe tivera de arrastar meu pai atè ao quarto quantas vezes partindo louça à passagem e acordando os filhos . Ora foi assim um curto momento em Portugal e assim continuou pelos anos passados no estrangeiro em companhia dos seus amigos. Por vezes, perdido de bêbado, era frequente chegar a casa com a ajuda dos amigos e igualmente sem a carteira ou com ela vazia.
Minha mãe não podia deixar de pensar nos momentos de dificuldade passados com os filhos nos primeiros tempos e seguintes anos que meu pai continuava como sempre mau com o vinho mau com a família que havia abandonado, pela década de sessenta.
Minha mãe perdera umas dezenas de kg quando regressa a Portugal. Era preciso regressar a todo o preço senão morreria. Mas sobretudo os filhos estavam sozinhos ao cuidado do meu tio. Mas era uma alegria em casa onde quando se tratava de fazer a comida em casa. Todos participaram na especialidade do momento e não era raro fazer boas panel das que dava para vários dias.
As tentativas de retratação do meu pai foram notórias, foi uma surpresa geral digamos um enorme acontecimento depois de onze anos de abandono total. Primeiro vai ao seminário buscar-me e depois leva-me com a devida autorisação do Director, para fazer a surpresa a todos em casa e sobretudo à vizinhança. Minha mãe encontrava-se em casa da vizinha Soledade. Ao chegarmos meu pai paga o taxi e manda-me chamar a mãe, mas para não dizer que ele estava lá.Assim fiz mas creio bem que segredei à minha mãe que o pai tinha vindo...o pai estava em casa e queria fazer a surpresa.
O passado traz sequelas no nosso espírito não podemos ficar agarrados ao ódio por anos intermináveis. Meu pai e minha mãe casaram, tiveram um primeiro e segundo filho e ao terceiro responde de repente a um impulso de aventura sem pensar no filho com escassos meses. Parte quase em segredo pelas festas do Montelo. Deixara o vizinho Jacinto ao corrente da história que só mais tade revelaria logo após partida.
Mas a viagem de assalto não teria corrido conforme previsto tendo sido preso em Espanha. Os passadores muitos acabavam por ficar com o dinheiro e estavam-se marimbando para o sucesso da negociata em que a maior parte das vezes os clientes de ilusões de eldorado seriam metido em prisões e espancados.
Minha mãe acabaria por ter ficado sozinha, eu teria na época quatro cinco anos mas pouco ficou de lembranças concretas em convívio com meu pai, algo sim me ficou com ele ter bebido um refresco numa tasca bem longe da minha aldeia e hoje me pergunto se não teria sido para obter passaporte para de novo partir para o estrangeiro.
Certo foi que um refresco tão delicioso e bom me ficou na memória por todos os anos futuros. Mas na realidade foi pouca coisa. Até que um dia decidi ir ao encontrio
de tais arômas retidos secretamente na memória.
Houve um momento em que os homens se expunham na aventura de partir para o estrangeiro sem visto. Os tempos de Salazar não eram propícios a tais aventuras que poderiam ser bem sanccionadas. Mas meu pai tinha um outro problema.
Brincadeiras de cachopos colocaria meu pai num estado de inferioridade em relação a todos os seus colegas partidos para o estrangeiro.
Fora em tempos de rixa em que um dos seus o mais velho se batia com um dos Reis ainda familiar tendo este enviado uma pedra. Por infelicidade a pedra iria ao encontro de um dos olhos de meu pai estando este atraz do irmão que se baixou.
Com este defeito físico passar nas inspecções não era coisa fácil. Restava-lhe ir de assalto. Em terras pobres de ofícios pobres havia o trabalho das terras e o cuidado dos pequenos rebanhos ou da junta de bois e os afazeres quotidianos: Estrumar, lavrar, arar, ou então cortar o mato e bem escardar as oliveiras, fazer as paveias para transportar no carro de bois bem condicionadas contra os picos dos fogueiros ou entre estes, era assim a lide de todos os dias a que os homens tentavam fugir.
Uma quantidade enorme de tarefas era ofício nestas terras pobres secas e agrestes podendo ir do cuidado de pequenas vinhas para produzir um vinho simples ou a água pé; ao lavradio. O armazenamento, venda ou troque, em feiras, dos produtos adquiridos não dava para mada. Era uma luta constante para se conseguir algo, ora as pessoas estavam fartas da miséria. Assim começara a emigração dos anos cinquanta.
Meu pai era trabalhador e todos gostavam do seu trabalho, mas era ingrato contar e recontar os magros tostões da carteira. Começou como simples sapateiro associado aos colegas deixando as tarefas da casa da mãe ao irmão mais velho. A construção da sua casa permitiu-lhe a experiência em mais um sector a arte de pedreiro, o trampolim para a emigração.
A pequena aldeia começou a desertificar, eram bastas as mulheres sós mas os jovens homens tinham na mira sobretudo fugir aos horrores da guerra do ultramar. O estado precisava de carne para canhão, ora a emigração era reprimida. Estava já no sangue das pessoas o sentimento trágico que se fazia sentir nas festas da Ortiga a quatro km de Fátima. Aí se pedia pelos tropas que partiam para o ultramar, aí se anunciavam os mortos e desaparecidos e se rezava pelas suas almas ou para que voltassem vivos e com boa saúde. Tal sentimento culminava em dor de pais com os tropas que transportavam o andor da Santa da Ortiga.
O ULTRAMAR tornou-se a psicose mesmo junto da rapasiada mais nova e dos próprios pais.
Quem foi e veio houve quem, que conheci, do próprio lugarejo, como meio tresloucado, só estando bem a falar da guerra, mostrando mesmo as maselas do corpo torturado e minado de podridão interior.
Só muito mais tarde os visas iam sendo obtidos, mas mesmo assim a poder de favores e para se obter o passaporte era sempre a medo, podendo ser recusado.
Feito
A transportar
- Meu avós maternos Conhecidos pelo Francisco do Maias e por Laura da fuseira
Pela freguesia inteira quem não conhecia o Francisco do "cagão".
Bigote aparado e barba sempre feita, porque não fazia só a sua mas a da vizinhança igualmente e ao mesmo tempo lá vendia na tabernita em sua casa uns copitos de vinho ou água pé e eventualmente alguma mercearia. Que não se falte ao respeito em sua casa, digo daqueles ventos habituais mas só discreto e ao longe.
Por vezes lá vinha um discretamente e então fazia tudo para que todos compreendessem que o autor era outra coisa como por exemplo uma cadeira que rangia ou longo banco da lareira. Contorcia-se para fazer cantar ou ranger o banco.
Homem trabalhador e honesto, homem de honra que acodia os mais fracos, mas acima de tudo os familiares de honra manchada.
Foi homem de negociatas que passou pelas agruras da guerra e que para dar um pouco mais de conforto não recuou frente à autoridade repressiva do contrabandismo. Assim por caminhos menos frequentados se sujeitava escondendo no fundo dos alforges ou dos ceirões da mula, uns magros quilitos de açúcar, arroz, manteiga ou até mesmo café para o troque e os consequentes magros rendimentos e por fim um magro restante no fim do dia para a alegria dos filhos.
Era o pedreiro da aldeia Pederneira e se quizessem mandar fazer uma parede em pedra isso era com ele. Claro naqueles tempos mais recuados o barro substituia o cimento e este era preciso havê-lo e ter com que pagar.
Gostava acima de tudo de fazer fornos para coser o pão mas não olhava à dureza. Qualquer trabalho servia mas acima de tudo gostava de servir bem e de ser prestável daí que minha mãe dizia muita vez que os ajustes do seu pai eram muitas vezes a perder.
Os poços fazia igualmente parte da sua arte. Com o tempo lá perdiam a água e então era preciso remendá-los.
Mas creio bem que a grande arte aprendeu-a
na Basilica onde ajudou a erigir as primeiras pedras. Pena para a Igreja de hoje que se não fustiga bafeja os fracos e os simples não lhes dando o que mereciam Alguns mais ousados e intrépides lá conseguiram a pensão mas meu avô não foi no mesmo barco para pedir ao santuário o direito à uma pensãozita.
Meu avô pedira-me. E parece-me que teria o seu direito pois havia descontado do salário os seus centavos fossem eles quantos fossem.
Meu avô morreu com esta ideia atravassada ainda comuniquei com o Reitor para que a titulo póstumo lhe fosse atribuido simbolicamente tal pensão, mas a verdade é que lhe foi recusada. VERGONHA
Tanto dinheiro que cai ali.
E que se fala à boca cheia ir rodos para o Vaticano. Diria o Sr. Guerra da época que era falso.
A Laura da Fuseira sempre gostou de ver os netos em sua casa e sempre o tradicional gostinho de nos oferecer qualquer coisa. Era assim. Dar talvez com receio de não virem mais a sua casa.
lVA Laura da Fuseira sempre gostou de ver os netos em sua casa e sempre o tradicional gostinho de nos oferecer qualquer coisa. Era assim. Dar talvez com receio de não virem mais a sua casa.
- O funeral e o livro em branco
Peguei num raminho de oliveira da propriedade e coloquei-o entre as páginas do livro em Branco. Sentei-me ao volante e quiz a dado momento acordar...que era tudo um sonho. Mas não, näo era, e naquele momento antes de arrancar dou-me conta que era preciso chegar a tempo ao cemitério. ( guardo na memória aquelas palavras amigas que diziam:--enquanto puder vamos trabalhando neste olival mas no dia em que eu desaparecer deste mundo sois vós a dirigir o vosso destino e provavelmente abandonar esta terra de oliveiras).
Quiz assim expressar a minha gratidão àquele que foi ao mesmo tempo tio, padrinho, pai,e amigo...Já no cemitério a cerimónia estava prestes a chegar ao fim. Havia bastante gente e apressado, ia pedindo com insistência a passagem. Não queria chegar junto do caixão tarde demais. Ainda estava aberto para deixar que as pessoas manifestssem a derradeira homenagem asperjando a água benta o corpo.
Discretamente entre olhares e questionamentos, deponho o livro rapidamente debaixo das mãos cadavéricas do meu saudoso padrinho, em sinal de extrema gratidão. Ousei assim pedir que me guiasse nas horas difíceis da minha vida.
Capítulo
III
- Evitar a todo o custo trabalhos duros.
Assim surgiu a ideia do Seminário, entre outras de que me lembro como sendo um pedido ao "galinha" ou pata larga, um professor da escola de Boleiros, personagem rustre extremamente grande mas de vestimentas pouco recomendáveis um pouco sebentas mas com certos conhecimentos em Lisboa, creio mesmo que a ideia seria as Belas Artes.
Aos treze anos entro no Seminário tendo já dois anos de atrazo. Na escola teria sido um pouco infeliz neste atrazo causando mesmo consternação familiar pelas atitudes dos professores que consideravam ser de pouca importãncia devido ao meu pequeno tamanho.
Sempre dei grande importãncia a tal injustiça que me permitiu inconscientemente de lutar contra a meu próprio desespero devido à minha condição de ser enfezin
Capitulo
VI
- Ultrage do meu ser
Eu era o mais velho sempre perseguido pela ideia do mais pequeno em confrontações com o irmão do meio. Nesse tempo em que a família se reunia à mesa uma má ideia foi exposta para comparar os tamanhos dos dois irmãos. Ninguém em consciência imaginou que tal seria bem nefasto a um dos intervenientes. Senti vergonha por todos os presentes. Näo creio que a cena fosse apreciada pelo meu saudoso tio mesmo não se tratando de algo extremamente grave e nesse momento ele estava bem presente.
Tal, teria sido em casa de minha avó na cozinha ao lado da mesa sentados os familiares estavamos na cozinha à minha direita a pequenina lareira em lage ao nível do soalho.
E assim foram colocados dois fósforos em cada um de nós e entre o index e o anelar, cada irmão deveria roubar o fósforo do mano, o que conseguisse era o maior.
Esta frustração acabou por fazer parte integrante de mim a vida inteira. Não posso imaginar o que poderia sentir o meu irmão em tais condições facto é que este teria dito um dia que me defenderia em qualquer situação de ultrage à minha condição física.
Foi num tempo em que eramos rapazotes e um da aldeia do meu ano acabaria por me ameaçar sem razão, história de varas* que me pertenciam, fazendo exercer sua superioridade no tamanho. Creio bem que na altura chegámos a jogá-las de verdade, porque eu não me deixava levar muito facilmente mesmo sendo mais fraco.
A cena foi ter aos ouvidos do meu avô materno que acabaria, certo dia, por decidir de meter certos pontos nos is indo directamente ao seu encontro obrigando-me a dizer-lhe, in loco, de quem se tratava. Eu não queria para evitar acusações, à minha pessoa, de queixinhas. Meu avô homem grande e de bem fez claramente compreeder que à próxima tentativa de agressão seria ele o justiceiro. Nós não tinhamos um pai para nos defender, pois ele faria as vezes dele.
A sarabandada teve o seu efeito. Nunca mais fui importunado.
*varas
armadilhas aos tordos, como o nome indica feitas a partir de uma vara, em princípio, de oliveira ou outro arbustro vara bem flexível com laço.
Capítulo
IV
- Em casa de meu avós maternos
A situação precária económica impunha assim tais decisões e eu como mais velho teria que assumir a contrariedade.
Os meus avós eram seres queridos e sempre nos mimavam com simples e pequenas coisas mas do coração. Na loja do lado era bem frequente nos levar pela mão para ir comprar un lenço para me açoar, na mesma volta lá bebia o seu copito...
Acabariam por estar alheios à certas coisas que o destino me foi reservando.
Já não será segredo para muita gente e a verdade é que se passa ao lado para se evitar comentários, vai-se vivendo cada qual com a sua Cruz.
Vinha da escola pelos campos e na altura espreitando as varas e retirando um ou outro tordo caçado.
Todos os irmãos de meus avós maternos estavam casados faltava o mais novo o que teria dado que fazer.
Uma das maiores alegrias minhas era poder ir à caça juntos com a pardaleira. Um dia, na segunda casa de meus avós estando esse malandro a carregá-la pela boca e já com a esporeta colocada eis que a pardaleira dispara, sorte pois ainda não havia chumbo. Tais contentamentos eram de pouca dura para infelicidade minha teriamos que dormir juntos no sótão. E eu vivia aterrado à ideia de ir para a cama com tal energúmeno sem respeito que não via nada mais à frente que o sexo eramos cachopos com uma diferença de 5 ou 6 anos. Ora a baixesa das atitudes era notória e na minha simplicidade eu já via bem que algo estava mal.
Toda a ocasião servia e as moças da aldeia iam quase todas passando por ele quer seja durante a pastagem do gado quer seja em dias festivos e pela noite enquanto se brincava ao regougou*.
Sempre me abstive da denúncia porque tal traria grandes dramas e meu avô se soubesse matava-o à porrada, depois tratava-se de um rebelde que nunca queria trabalhar. Os seus afazeres no campo com o pai era sempre uma quesília e motivos de conflito, nunca obedecendo à primeira. Um dia no campo meu avô quase lhe envia a enchada de pontas à figura. Claro não fazia caso e o tempo ia passando e sempre sem se preparar para o trabalho. As polainas a* eram uso na época para proteger da terra e do pó. Confligia-me o comportamento que não desatava, até que lá mete as polainas cobrindo a canela das pernas, as calças e os sapatos. Faltava sempre às suas obrigações trapaceiro e mentiroso que nem dois. Mas isto pela vida fora... Casa e emigra também, e sempre o mesmo comportamento, o de aldrabão. Nunca vi meu avô dar-lhe uma carga de porrada mas vi-a de bem perto. Só prestava para fazer porcarias e faltar ao encontro com o pai nas lides de pedreiro. Chegava sempre atrazado. O que importava era que se chegasse a Sexta feira para partir ao encontro das raparigas nas festas. O que houvesse de restos de comida pelos armários, por vezes bem guardados, ia tudo.
Chegava bêbado e muitas vezes com cheiro a alcool que tresandava.
Vivi o calvário em silêncio sendo vítima testemunha de tamanhas porcarias.
Pela morte da minha visavó Belentina nem o velório impediu a este energúmeno familiar de fazer exercer os seus instintos porcalhões.
Nessa altura pela noite saí do palheiro espavorido para ir ao encontro do velório naquela casa tão pequenina que criara tanta gente. Assim era a casa onde nascera o meu avô seus irmãos e irmãs... Uma casa com uma pequenina cozinha uma sala e um quarto apenas.
*as escondidas
a*acessórios em cabedal para protecção das botas das calças e das próprias canelas.
Feit
A transpotar
- O ceguinho da família
Operado de pequeno a um tumor na testa, teria a infelicidade de ficar cego para o resto da vida, tendo o nervo óptico sendo sectionado. Guardáva-mos as cabras e as ovelhas sendo eu a ocupar-me delas claro deveria ter os meus sete ou oito anos. Apreciava bastante quando verificava as horas ao levantar a tampilha para assim ler em brail. A leitura tactile era algo que eu apreciava bastante nele e por isso mesmo ele quase me venerava. Quando mais tarde, já bem rapazote me cruzava e eu o saudáva pergutando-lhe se me reconhecia e promptamente respondia que sim mencionando o meu.
Por razões familiares, este tio afastado pois era filho da irmã de meu avô materno, teria ido também para casa de meus avós algum tempo e foi lá que, sendo eu já rapazote, um dia, me chama de uma dispensa ao lado da cozinha transformado provisoriamente em quarto:
:-- Oh Filipe anda cá!!! Entro e me dou com o espectáculo pouco agradável do seu sexo erecto nas suas mãos. Desandei logo fechando a porta atrás de mim, era o que me faltava...ainda mais esta, não bondava as porcarias do outro... O meu apreço por este meio tio caíu como um raio e nunca mais o pude ver. Por vezes cruzava-o empurrando o carrito de mão com slguma madeira para o lume ao lado de sua mãe já bem velhinha. Pouco tempo depois da morte de sua mãe Deus tê-lo ia chamado igualmente.
- Minha tia Conceição
Irmã de minha avó fuseira era um pessoa muito simples mas que o destino quizera pelo seu ar simplório viver às atenças dos outros, coitadinha, por vezes faziam dela um enxovalho por uma qualquer razão, sem jeito, e ela respondia no seu cantinho ao rebato da casa com os dois dedos sempre encavalitados.
:-- Ai Laura, valha-me Deus o que foi...
Minha mãe sempre gostou desta tia um pouco desprezada e sempre a ia defendendo por vezes mangando com ela, lá lhe tocava no seu seu tique por inocente brincadeira.
:-- oh tia lá tá você outra vez com os seus dedos a fazer fisgas.
:-- olha... eu não filha...olha que tu tas a ver? E mostrava a mão normalmente só que alguns minutos depois lá estavam os dois deditos encavalitados.
Há coisas na família que acabam por ser imcompreensíveis. Até onde pode chegar o mal atraido por forças maléficas.
Minha tia teria sido violentada igualmente por um porco energúmeno de uma aldeia vizinha da Chã. Tendo-se débatido evitando a penetração, aquele teria rompido o hymen com os dedos manchando de sangue o corpo e as vestes.
A minha tia Conceição corre gritando procurando auxílio e protecção junto de alguém.
Obrigado pela justiça ou forças da ordem naquele tempo aquele porco teria sido obrigado a pagar uma indemnização de cerca de cem ou duzentos mil réis.*, Tendo o meu avô agido nesse sentido.
Hoje compreendo o afecto de minha mãe para com aquela minha tia. O opróbio e a conspurcação humana vividos fazem-nos sentir próximo das VÍTIMAS.
Minha mãe se não fora violentada fisicamemente te-lo-ia sido moralmente, quando um dos tios, irmão de meu avô materno, a teria molestado igualmente, tendo sido sido acediada ao incesto.
Quando um dia lhe revelei da atitude do seu irmão mais novo para comigo ela me pergunta:
Mãe
:-- porque não me disseste na altura meu filho?
:-- porque não me disseste na altura meu filho?
Claro que na altura minha mãe estava bem doente no hospital de Leiria isto pelos meus treze, catorze anos.
*Ainda hoje se pode mencionar a moeda antiga dos tempos da Realeza e correspondente hoje a duzentos escudos.
.......*Ainda hoje se pode mencionar a moeda antiga dos tempos da Realeza e correspondente hoje a duzentos escudos.
Capítulo
V
- Partida para o estrangeiro
Assim profetizara minha avó quando do meu nascimento lutar por trabalho menos duro.
Foram necessárias as devidas autorisações do serviço de emigração de Lisboa. Os preparativos para a viagem não se fizeram tardar e as despedidas da família. Minha avó pequenina não tardaria com o seu choramingar característico entremeado de palavras de adeus e que nunca mais me iria ver. E eu que já conhecia como era dizia-lhe que em breve estaria de volta. Minha mãe já se encontrava doente e o meu padrinho não estaria melhor e já na altura eu conduzira o seu carrito para lhe evitar cansaço. Chegámos à estação de Chã de Maçãs e embarquei depressa com o coração bem oprimido de angústia, para não mostrar as lágrimas que estavam prestes a soltar-se. Estavam lançados os dados para uma nova aventura fora da terra e do país. Um contrato de agriculture me iria permitir de conhecer nova vida possivelmente
iria calejar as mãos ou talvez nunca mais iria voltar. A viagem de comboio foi terrível mais de 1 dia de viagem para chegar até à casa do paisano das vacas. Foge-me a memória se não teria sido o meu grande amigo e colega de escola que me teria ido buscar à estação de Aigle e me teria levado até ao meu novo trabalho. O primeiro dia foi angustiante e quase amaldiçoei o dia de nascimento, achando que a boa estrela não se encontrava comigo. Pelas 5 horas da manhã acordei com um toque estridente de campainha ou telefone que eu nem sequer sabia do que se tratava. Vim a saber que se tratava do serviço automatico de despertar todas as manhãs. Nenhuma introdução ao trabalho e o patrão da casa era de poucas palavras e mascambuso, rude no trato e mau porque já tinha sido bem informado sobre as atitudes indelicadas para com quem não quiz voltar mais trabalhar pela rudeza e mau trato. Assim me aconteceu, mas já prevenido prometi a mim mesmo que se a indelicadesa fosse longe demais estaria a contas. Não sei ao certo se aguentei duas semanas. Mas era claro que o trabalho näo seria para mim. Já alguém tinha ocupado meu lugar. Alguém professional e extremamente conhecedor, eu pobresinho sem experiência e nem sequer conhecendo o ramo teria que desistir da melhor maneira.
- O trabalho
sabendo que a carga de alto caruto e bem acalcada era extremamente pesada para ir despejar no monte de esterco. Azar o meu estava a chover e a prancha arrimada ao monte do despejo ficou extremamente escorridia. Tentei várias vezes a subida mais de 4 até que à quinta escorreguei mesmo e com o impulso da marcha la vai a puta da tromba espetar-se no estrume das bostas de merda, fiquei com a cara toda borrada. Larguei tudo e fui a casa lavar-me. A esposa era extremamente atenciosa mas não me lembro se se haveria apercebido de qualquer coisa, certo é que me prometi que para a próxima as coisas passar-se-iam de forma diferente. Os trabalhos iam prosseguindo tanto nos estábulos como fora no campo ou qualquer outro biscato. Senti que continuava a precisar de mim mas não se preocupou em em resolver a minha situação sabendo que eu precisava de encontrar trabalho sendo responsável na base de um contrato de trabalho a mais. E era mais do que evidente que seria obrigado a conceder-me a lettre libre*. Ora um belo dia após a limpeza dos estábulos para facilitar a ordenha chegou a hora da distribuição da palha pelos animais.
Acontece que passando por mim e por detrás pega-me na cabeça e leva-a a meio do meu corpo dizendo:- Não vês que a vaca precisa de comer.
Fiquei praticamente sem reacção e só instantes depois danado de todo dirijo-me ao brutamontes sem medo, porque o indivíduo era de grande corpulência. Enquanto ocupado na ordenha denuncio a sua cobardia fazendo-lhe sentir até que ponto ele gostaria que fizessem o mesmo aos seus filhos. Acobardou-se sem dizer nem uma nem duas.
A minha promessa ia ser cumprida naquele mesmo dia. Foi à noite durante o jantar estando presentes os seus dois filhos pequeninos pelos 6 e 3 aninhos. Aí me expliquei de forma sensata o que se tinha passado e dirigindo-me à sua esposa exigi a carta livre e o pagamento dos dias de trabalho explicando que iria pedir trabalho na hotelaria no dia seguinte. Assim foi acordado, preparei a minha mala e no dia seguinte a senhora entrega-me um envelope com o famoso documento e o salário de cerca de uma semana.
Feito
A transportar
- A caminho de Montreux
Foram cerca de três anos no famoso Hôtel Montreux Palace e compreendi logo que com a carta livre era fácil de encontrar trabalho, sem ela nada feito, as regras Cantonais ou Federais não permitiam mudar do ramo da agricultura para um qualquer outro sector, só excepcionalente atravez de uma carta livre, os dois primeiros hôteis tinham trabalho e claro à primeira coisa que me pergunta va era se tinha à famosa carta livre. Com os tempos a hôtelaria iria representar uma ponte de passagem para novas profissões quer dentro quer fora deste mesmo ramo. É claro com o tempo começamos por nos dar conta dos abusos internos pois a orgânica administrativa sabia muito bem das necessidades do emigrante que não se podia dar ao luxo de exigir muito senão corria-se o risco de não ter contrato renovado. Eram precisos 4 anos e sem um dia a menos era a psicose do trabalhador que lutava pelos 4 contratos e a obtenção do famigerado permis B, era uma angústia tremenda durante o tempo de férias: a dúvida sobre a possibilidade de um permis que tardava ou pior que por um outro motivo não vinha mais.
Havia bastantes estrangeiros uns mais aguerridos que outros na procura de uma ascensão que permitisse ganhar mais umas patacas mas os detentores de permis A não se afoitavam muito imaginando ser mal vinda a ideia. É claro quem não arrisca não petisca eu arrisquei e vim a saber que a minha condição de ser fràgil me traria dissabores pois como já disse era pequeno daí um grande travão e perconceito.
Acabaria por me redimir e fugir aos meus impulsos endiabrados de pensar que era um ser normal como os outros. Triste realidade não era porque a sociedade justamente me colava esse hadicape ao corpo e à alma a cada instante.
A minha situação no hotel era precária porque o chefe do pessoal não me via bem com bons olhos por razões diversas.
A minha mutação para a recepção do hotel como auxiliar do concierge (chasseur)a* não teria sido benquista por razões mais ou menos ocultas e que nunca me foram reveladas, mas boatos corriam.
Creio que também não caí nas graças do velho careca, chefe de concierge da recepção e é claro que um ou outro deslize ou informação decerteza que seria penalizado apesar dos esforços em obter o posto. Guardava em segredo o que eu considerava um atentado à minha dignidade. A realidade era que teria que me conformar a lavar pratos e deixar para tràs os complexos de sociedade.
Neste mar de conflitos interiores fui continuando a lavrar a minha sina.
Com o tempo vim a confirmar esta triste realidade. Mostrava viver desprendido desta realidade mas vivia com um nó bem grosso na garganta. Esta situação se espelhava no íntimo dos colegas e amigos uns mais que outros, adivinhavam-se pensamentos destructores no silêncio contra os quais nada podemos pois o ser humano é isso mesmo, cada um no seu belo jardim secreto nem não havendo vontade de ferir susceptilidades
Com grande mágua e apreensão fui vivendo acreditando que as coisas se iam compor fiz sempre atenção de pouco me abrir, mesmo com os mais íntimos, até hoje. Bem poucos sabem de certas vivências ou cicatrices.
História de 3 anos e muita tristeza interior mas eu continuava lutando pela vida e sobretudo por conseguir 4 contratos sucessivos de 4 anos. Vim a conhecer um amigo que trabalhara em Vevey no Trois Couronnes, um outro hotel bem conhecido pelo repouso dos clientes e regeneração celular de há longos anos. Aí uma religiosa Italiana " la Sorela " administrava tais cuidados, uma senhora pequenina e afável vestida de enfermeira, de trajo branco imaculado irradiava alegria e bom humor. Nos meus trajectos de trabalho no hotel e de bandeja na mão os nossos encontros eram sempre amistosos.
- No hôtel des Trois Courônnes
Desta vez tinha subido de grau fora já nessas condições a minha entrada, sabendo já pelo amigo do Mário que havia necessidade de um commis de sala.
A decisão era extremamente arriscada por razões de permis. Nos serviços administrativos comunais não poderia haver dois pedidos de trabalho estes seriam radical e automaticamente cortados. Mas eu tinha sido queimado e já tinha sido graças à governanta Esperança dos seus 50 anos que consegui a renovação do 2° contrato pois o trabalho não me morria nas mãos e todos conheciam as minhas exigências no trabalho perfeito fosse ou ou não lavar pratos. Estava no terceiro contrato e após entrevista com o chefe do pessoal, tendo já a certeza que iria trabalhar para Vevey como commis, decidi, após concessão por boca de novo contrato, responder que não viria mais trabalhar e que as minhas intenções era partir para a América. Claro mentira que não prejudica. Ora este sr. sabia bem das minhas habilitações depois... não lhe daria mais a possibilidade de me fazer esmola e me ver fazer marcha atràs em relação às funções exercidas. Acabara a palhaçada agora era deixar outros pratos limpos. Fora enorme a minha coragem em continuar a lavar pratos em tais condições dentro da ilegalidade ainda por cima.
No terceiro contrato fora a dura provação de voltar de novo à la plonge * e mais tarde nova mudança para o Harris' bar pub, novas instalações e novos horários e consequentes abusos. O pessoal começou por se pagar destas atitudes com recuperação de horas feitas além do légal e assim a picotagem de cartas fora de horas eram feitas discretamente e ao abrigo dos olhares de forma rotativa, por certos elementos que ficavam mais tarde. Os outros claro e beneficiados partiam mais cedo.
Este género de coisas era uma constante na hotelaria onde os abusos eram de toda a ordem e feitio. Isto sem falar dos montantes retidos para pagar a estadia e comida dos trabalhadores assim eram feitas economias sob a pele do trabalhador.
Mas cedo ou tarde as vinganças de acção justiceira vinham ao decima lá passavam garrafas do bom alcool do economato por traficança das meninas e todos comungavam do mesmo Santo espírito, empregados e chefes de serviço, uns tão honestos como outros. No último ano acabei por ver muita coisa e muito podre naquele hôtel que apesar de tudo nos dava o salário que com o câmbio dava para viver no nosso pais e ajudar a nossa família.
Mas a que preço praticamente não se saia para não puchar pela carteira. Era o que se pode dizer vida miserável outros estrangeiros ainda eram mais miseráveis com salários menores pelo mesmo trabalho, isto por convenção entre paises concretamente as comunidades ex jugoslavas. Hoje talvez seja diferente sinceramente não sei.
.....
*Lettre libre (carta livre) autorisação por escrito cxprimindo roptura de contrato sem esta eu seria obrigado a manter-me e não conseguiria trabalho noutro ramo.
a* Chasseur personne que se ocupa de pequenas funções na recepção na assistência ao cliente como a distribuição do correio pelos aposentos, arrumação dos carros etc.
feito
Fim
Tópicos: memos
- Em busca de realidades extralúcidas. Rosacrucianas, vida vegetariana...LOUBSANG RAMPA
- A cigana de preto no jardim da estrela
- Compromissos de honra. Com ISLA
- A irmã da esposa do mano mais novo.
- Montreux Palace
- Morte da Avó Belentina e o velório.
- Atitudes incestuosas.
- DR. SOUSA MARTINS guia e a Sra Emília
- Minha prima Elisabete
- A poupa o exame. O desespero.
- Quem sou? Menino-homem vitima
- Um tal chamamento aquele pesadelo que atraia horrorosamente. O caus tanto um emaranhado de filamentos e luzes. Filamentos circulares
- Dinheiro sagrado, ganho honestamente e com bastante sacrifício.
- Meu binome.
- Titi A paixão pelos animais.
- Arnaque ao anel
- Manta de farrapos, cortes de retalhos
- Vaz .....mon oncle
- O acordar a imagem teria desaparecido.
- Taras familiares. MATATEU, ELISABETE.
- Zorn a arma.
- Un rêve qui ne serais plus, guide
- Sr.a Émilia médium.
- Groupe de parole. Retrato
- Financiamento participativo.
http://operation-homme-abuse.blogspot.ch/?m=1
AS PESSOAS SE AFASTAM
As pessoas se afastam por natureza do mal pois o trivial as ajuda a esquecer e é humano e por isso lancei o desafio da minha Manta de Retalhos. E também porque li algures um homem deveria fazer três coisas na sua vida.
Ora os amigos se afastam quando lêem ou vêem certas coisas que chocam e quando as afetam por não conhecer o antidoto ao mal. É a LEI do facilitismo.
Eis a minha mensagem e o meu desafio a todos aqueles que tenham coragem de assinar o livro de ouro do meu projeto.
Até agora ninguém assinou e informou-me Facebook que 1070 amigos me acompanhavam. Afianço-vos que as pessoas não têm tempo para isso.
Um grande abraço meus amigos e a aposta fica aqui.
https://916678.site123.me/blog














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